Porto União identifica novos focos do mosquito Aedes aegypti

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Atualizado há 10 anos

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(Foto: Bruna Kobus).

Em reunião de emergência na Sala de Situação em Porto União na segunda-feira, 11, a Secretaria de Saúde junto das Vigilâncias Sanitária, Epidemiológica e Ambiental confirmaram o aumento significativo no número de focos do mosquito Aedes aegypti na cidade. Os focos que antes somavam 26, há uma semana, já ultrapassam 80 espalhados, em sua maioria, pelos bairros São Pedro e Santa Rosa, classificando o município como infestado para a situação da dengue.

O registro de novos focos só foi possível com a continuidade do mutirão contra o mosquito organizado pelas equipes de Saúde e Vigilância e com o apoio dos soldados do 5º Batalhão de Engenharia e Combate Blindado.

De acordo com a Bióloga da Gerência Regional de Saúde da Agência Regional de Desenvolvimento (ADR) em Canoinhas, Cristina Brandes Grosskopf, que participou da reunião, a conscientização deve aumentar na região e outras medidas serão tomadas. “Agora os agentes de endemias irão orientar a fazer a retirada desses depósitos de água como já estão fazendo e caso não seja atendido, terão a autonomia de acionar a Vigilância Sanitária municipal e/ou estadual e multar as pessoas que não cumprirem as ordens e orientações. Caso isso não seja cumprido, o Ministério Público poderá ser acionado para as medidas mais drásticas ao munícipe”, alerta.

O vice-prefeito, Aloísio Salvatti, participou da reunião junto com o Secretário de Saúde Rogério Stasiak e falou sobre esta nova classificação do município ao combate à dengue. “Infelizmente o município não está vencendo de tanto lixo que as pessoas estão jogando nos locais impróprios, como em laterais de ruas sem saída, encostas e terrenos baldios. Temos a empresa que faz o recolhimento do lixo com horário e tudo certo e estamos fazendo através da Secretaria de Obras o recolhimento dos lixos nos terrenos baldios. As pessoas têm que estar cientes do problema e devem denunciar o vizinho que não está levando com seriedade este problema da dengue”, lembrou Salvatti.

O prefeito Anízio de Souza também destacou a importância da conscientização da população. “Precisamos estar atentos não só no nosso quintal, mas do quintal do vizinho, isso é uma questão de saúde importante. Segundo informações da vigilância, um mosquito infectado pode picar cerca de 30 pessoas. Precisamos agir agora, para que isso não aconteça e as coisas saiam do controle. A Prefeitura está fazendo a sua parte, junto com outros órgãos como o Batalhão, mas precisamos da ajuda da população para que a situação não fique mais crítica.”

A equipe do Departamento de Urbanismo também está trabalhando com roçadas e limpezas de terrenos baldios e o custo desse serviço está sendo cobrado do proprietário do terreno. A ação tem respaldo nos artigos 1º e 2º da Lei Municipal nº 2419/99. O Código de Posturas, em sua Lei Complementar 12/00 reafirma a necessidade de manter limpos e roçados os espaços.

Casos

Porto União não registrou, até agora, nenhum caso autóctone, quando o paciente é infectado no município onde mora, mas já confirmou um caso de dengue e outro de chikungunya importados. Em ambos os casos os pacientes receberam tratamento e passam bem.

Do outro lado da linha, União da Vitória já registrou um caso autóctone de dengue. A confirmação veio na semana passada após exames realizados pelo Laboratório Central do Estado (Lacen). A suspeita do caso foi registrada em fevereiro, na época as Vigilâncias Epidemiológicas e Sanitárias do município realizaram o bloqueio nas áreas frequentadas pelo paciente. Em nota informaram que não há mais risco.

Denúncia

Em caso de dúvidas ou denúncia, a equipe de Vigilância Ambiental está à disposição pelo telefone 3523-7151.

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