Porto União realiza primeira reunião em Sala de Situação

Encontros serão nas sextas-feiras com todos os órgãos de controle na proliferação do mosquito Aedes aegypti

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Atualizado há 11 anos

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Autoridades de Saúde, Vigilância e Bombeiros estiveram presentes na reunião. Representantes da cidade irmã também participaram da discussão. (Foto: Bruna Kobus).

O encontro entre Secretaria de Saúde, Vigilância Ambiental, Epidemiológica, Defesa Civil e outros setores no combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti aconteceu ontem à tarde em Porto União. Na ocasião a Sala de Situação foi inaugurada e detalhes sobre a ação integrada foram tratadas. Conforme o secretário de Saúde, Rogério Stasiak, a situação no município, assim como em toda a região do Planalto Norte catarinense, é de alerta. “Em razão de alguns focos localizados aqui e também com a nossa proximidade com o estado do Paraná. Com a chegada de muitos caminhões de fora e passagem de ônibus e carros de passeio de outras regiões.”

Em Porto União, até o início da semana foram identificados sete focos do mosquito, quatro deles no Bairro São Pedro e três na área central. Mesmo assim, as equipes têm diariamente percorrido locais que podem oferecer criadouros para o mosquito. As denúncias, que também são constantes, estão sendo vistoriadas por integrantes da equipe de saúde. Além disso existem mais de 100 armadilhas e 44 pontos estratégicos, com 100% de monitoramento, como afirmam os técnicos da Vigilância Ambiental, responsável por esse trabalho. A rede de armadilhas é montada a partir de pneus, que são colocados em lugares estratégicos, para que o mosquito bote o ovo naturalmente. Os pontos naturais de reprodução do mosquito são monitorados a cada 14 dias. Ainda na rede de armadilhas, elas são montadas em pontos estratégicos a cada 200 metros uma da outra.

Com a Sala de Situação todo o trabalho de combate à proliferação do Aedes será integrado. Denúncias e sugestões poderão ser dadas durante as reuniões. Os encontros também são abertos para a participação do público e ocorrem todas as sextas-feiras, a partir das 14 horas, no prédio da Vigilância Ambiental, Epidemiológica e Sanitária, na Rua Coronel Belarmino, 232. Um número de telefone também foi disponibilizado para casos de denúncia ou vistoria: (42) 3523-9836.

GrXXficoXMosquitoOutra facilidade da Sala de Situação é a conexão direta com a Secretaria de Saúde de Santa Catarina. Por meio de web-conferência o grupo de trabalhos poderá receber atualizações, cursos e capacitações para um efetivo combate ao mosquito, garante o secretário.

“Estamos com um objetivo em comum, combater o mosquito. Nós estamos numa situação de alerta. Essa situação vai do nível zero ao nível cinco, nós estamos no zero porque foi encontrado o foco, mas não foi confirmado nenhum dos casos registrados”, comenta o secretário.

“A situação não posso dizer que é tranquila. Tranquila é quando não tivermos mais o mosquito, nem aqui nem na região”, completa.

Do outro lado da linha

Em União da Vitória, conforme o chefe do setor da Vigilância Sanitária, Wagner de Moura, foram encontrados novos focos do mosquito Aedes, totalizando 30 focos em apenas um mês de visitações. O número já é bem acima do registrado durante o ano de 2015, quando foram registrados 18 ao longo do ano.

Os novos focos foram encontrados na região central e Bairro São Bernardo. “O Ministério da Saúde exigiu que a gente fizesse a visitação em 100% dos imóveis a cada dois meses. Estamos terminando agora, faltam apenas dois bairros”, comenta Moura.

Fora as visitações o município deu início aos trabalhos de educação e saúde na escola. O programa intensifica o trabalho no combate à proliferação do mosquito. “A criança cobra dos pais, é um importante disseminador da informação”, afirma.

A cidade também possui uma Sala de Situação que está em contato diário com o setor de Epidemiologia e Sanitária. “Recentemente tivemos um treinamento de aplicação de uma bomba inseticida. Estamos nos preparando para uma situação de epidemia”, comenta Moura.

 

Limpeza

A secretaria de Obras de Porto União está realizando a limpeza em terrenos baldios. A conta vai ser paga pelo proprietário do terreno. A medida foi necessária, porque mesmo após denúncia e notificação, muitos proprietários não realizavam o trabalho de limpeza. “É um estado de alerta e nós temos de fazer esse combate. Nós não podemos deixar que a situação vá se prolongando e se agrave mais”, dispara Stasiak.

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