
Mesmo com o inverno batendo à porta as prefeituras de União da Vitória, Porto União em parceria com o 5º Batalhão de Engenharia e Combate Blindado (5º BEC) de Porto União saem amanhã às ruas do Vale do Iguaçu em mais um mutirão em combate ao mosquito Aedes aegypti.
Em Porto União, a coordenadora de Vigilância Ambiental, Ilse Simione Mibach, prepara as equipes para, a partir das 8 horas, dar início aos trabalhos. As vistorias vão acontecer, em primeiro momento, no Campo do Escurinho. “Faremos um arrastão seguindo a divisa com União da Vitória, em direção ao Bairro Jardim Oliveira”, explica Ilse. As equipes de Porto União e União da Vitória irão trabalhar com 300 metros de cada lado da divisa, percorrendo toda a área com o acompanhamento dos militares.
Além do arrastão, mais três pontos, na divisa entre os dois municípios, serão visitados pelos agentes de endemias para panfletagem e orientações. Na Rua Siqueira Campos; no Bairro Santa Rosa, na praça ao lado da Central da Cidadania; e também no Bairro São Pedro, próximo ao mercado Gloria. “É importante que a população receba as equipes, que estarão identificadas e acompanhadas por militares, ouvindo suas orientações e deixando com que eles possam realizar o pente fino nos terrenos das residências”, afirma Ilse.
Mesmo no frio, eles não morrem
Desde que a temperatura caiu tem muita gente deixando de lado os cuidados básicos com o mosquito Aedes aegypti. O transmissor da zika, dengue e chikungunya não morre com o frio, muito menos é exterminado pelas temperaturas negativas. O que acontece é um estado de dormência.
O ciclo de vida do mosquito é composto pela larva, pupa e a forma alada, que seria o mosquito na forma adulta. Normalmente esse ciclo duraria dez dias, mas com o frio pode durar mais.
Neste ano mais de 90 focos do mosquito foram registrados em União da Vitória, um aumento de 600% com relação ao ano anterior. Os locais no mapa também aumentaram. Antes os focos eram encontrados em bairros pontuais, como Rocio e São Bernardo do Campo, ainda nos cemitérios, só que hoje esse cenário mudou. Os focos já podem ser registrados em quase toda a cidade.
Com isso a Vigilância também começou a trabalhar com outra forma de monitoramento dos focos: as armadilhas. Sistema parecido é utilizado pela Vigilância de Porto União, onde as armadilhas são colocadas em pontos estratégicos. Em União as “arapucas” passam das cem e estão espalhadas por toda a cidade. A ideia, segundo Moura, é tentar classificar a cidade como infestada ou não com o mosquito.
A Secretaria de Saúde de Porto União também alerta que mesmo com as temperaturas baixas os focos de mosquito tendem a continuar.
Em caso de chuva no sábado, o arrastão será realizado na segunda-feira ou no próximo dia que estiver propício para a ação.