Ricardo Barros deve substituir Pazuello nos próximos dias

Ricardo Barros. (Foto: Reprodução).
Ricardo Barros. (Foto: Reprodução).

O governo aguarda apenas o início da vacinação contra o coronavírus para sacar o general Eduardo Pazuello do ministério da Saúde. Pazuello deve ser substituído pelo atual líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP), que já ocupou a pasta no governo Michel Temer.

O general que entrou coberto de louros por sua atuação na Operação Acolhida, de atendimento aos refugiados venezuelanos em Roraima, passa seus últimos dias como ministro sob uma saraivada de pedras — vindas, inclusive, do Palácio do Planalto.

Lá, assessores próximos do presidente mostram-se inclementes para com o general. Na visão desses assessores, Bolsonaro atrapalhou o trabalho do ministério no combate à pandemia em vários momentos, como quando obrigou Pazuello a recuar no acordo de compra da Coronavac, por exemplo, mas não proibiu o general de apresentar um bom plano de vacinação.

O erro de apostar numa só vacina, ao contrário do que fizeram quase todos os vizinhos do Brasil da América Latina, foi o primeiro dos muitos maus passos dados pelo ministério nessa fase da pandemia.

Antes, porém, o general já havia sido pego de calças curtas em episódios de gritante incompetência, como o dos quase 7 milhões de testes para diagnóstico do coronavírus flagrados pelo jornal O Estado de S. Paulo à beira do vencimento num galpão em Guarulhos (o caso foi “resolvido” com a prorrogação da validade dos testes, autorizada pela Anvisa, por quatro meses) e o das 20 milhões de máscaras cirúrgicas adquiridas pelo governo em março — das quais apenas 3 milhões tinham chegado ao seu destino até setembro, segundo o Tribunal de Contas da União.

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