A confirmação de um segundo foco da doença de Newcastle em Santa Catarina colocou as autoridades sanitárias em alerta no Oeste do estado. O novo caso foi identificado em uma granja comercial de perus no município de Coronel Freitas e divulgado no sábado (24).

A ocorrência foi registrada poucos dias depois da confirmação do primeiro foco, em Nova Itaberaba. A identificação do vírus em pombos silvestres também preocupa os órgãos responsáveis pela fiscalização, devido à possibilidade de transmissão para outras criações.
A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) intensificou as ações de vigilância nas propriedades rurais para conter a circulação do vírus.
Quatro municípios estão em emergência sanitária
O governo federal decretou emergência zoossanitária por 60 dias nos municípios de Nova Itaberaba, Coronel Freitas, Águas Frias e Nova Erechim.
A medida permite ampliar as ações de controle, com inspeções em granjas, coleta de amostras e instalação de barreiras sanitárias.
No primeiro foco, em Nova Itaberaba, 6.526 perus foram eliminados como medida preventiva para impedir a disseminação da doença. A propriedade passou por limpeza e desinfecção.
Presença do vírus em pombos aumenta preocupação
Além das ocorrências em granjas, o vírus foi identificado em pombos silvestres no município de Marema.
A situação exige atenção dos criadores, já que aves silvestres podem contribuir para a circulação do agente infeccioso entre diferentes propriedades.
As autoridades recomendam reforçar as medidas de biossegurança, especialmente para impedir o contato de aves domésticas com animais silvestres.
Doença pode provocar alta mortalidade entre aves
A doença de Newcastle é uma infecção viral altamente contagiosa que atinge aves domésticas e silvestres. Entre os principais sintomas estão dificuldades respiratórias, alterações neurológicas e mortalidade elevada.
Embora represente um risco importante para a avicultura, a doença não impede o consumo de carne de aves e produtos avícolas inspecionados, considerados seguros pelas autoridades sanitárias.
Em humanos, a infecção é rara e pode provocar conjuntivite, principalmente em pessoas que mantêm contato direto com aves infectadas.
Fiscalização continua no Oeste catarinense
Com o segundo foco da doença de Newcastle em Santa Catarina, equipes sanitárias seguem acompanhando propriedades comerciais e criações de subsistência.
O objetivo é identificar rapidamente possíveis novos casos, evitar a propagação do vírus e reduzir os impactos sobre a produção avícola, uma das atividades econômicas importantes do estado.