Por Mariana Honesko

Quem esperava gritos e uma multidão de envolvidos se surpreendeu. Na noite de sexta-feira, 31, o movimento liderado por estudantes das Cidades Irmãs foi quase silencioso. Mas, os envolvidos com a causa garantem que o recado foi dado.
Dessa vez o protesto, previamente anunciado nos meios de comunicação locais, teve a saúde e sua gestão em União da Vitória como bandeira. “Pedimos mais leitos em UTIs e médicos especialistas. Não está tão boa a questão da saúde na cidade”, disse Andréia Camargo, uma das representantes do grupo.
Os “gritos” foram substituídos pela reflexão do grupo que, sentado na Praça Coronel Amazonas, discutiu o assunto e o expuseram à comunidade a partir de cartazes. Neles, as palavras “SUS” e “médicos”, tiveram destaque. “A gente sabe que o SUS (Sistema Único de Saúde) pode funcionar mas depende de sua base. Você vê médicos que não trabalham porque não querem, simplesmente”, reforçou Paulo César Pires do Prado, outro envolvido com a causa.
O movimento, embora pequeno, deve ter seqüência. O grupo pretende pautar os temas e apresentá-los para o prefeito de União da Vitória, Pedro Ivo Ilkiv.