Secretária da Saúde revive fusão

Ivone Calgaratto garante disposição para mudanças à frente da pasta municipal

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Atualizado há 12 anos

Por Mariana Honesko

Ivone e Ferreira: gestão da Secretaria da Saúde aposta no trabalho firme, mas pacato
Ivone e Ferreira: gestão da Secretaria da Saúde aposta no trabalho firme, mas pacato

A secretária da Saúde de União da Vitória parece reviver o passado. De novo à frente da pasta – ela já ocupou o cargo entre os anos de 1994 e 1996 – Ivone Calgaroto sinaliza serenidade diante dos desafios que o convite – e seu “sim” à ele – feito pelo prefeito Pedro Ivo Ilkiv lhe fez. Assim, desde o dia 1º de março, lidera uma das secretarias mais dinâmicas da administração pública.

Com pulso firme e amparada por profissionais de confiança, Ivone assume o papel em um momento delicado. Desde o início do ano, a então Fundação de Saúde (Fusa), deixou o rótulo para tornar-se secretaria e passar, em definitivo, à administração direta. Nada parece tão distante. Em sua primeira gestão, Ivone viveu dias parecidos quando o Sistema Único de Saúde (SUS) “abraçou” funções até então dispensadas ao extinto Instituto Nacional de Assistência Média da Previdência Social (Inamps), uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Previdência e Assistência Social (hoje, Previdência Social). “É uma transição que ainda está ocorrendo”, afirma Ivone. “Desde minha primeira vez aqui, o trabalho é igual, mas bem maior. O município tem muito mais atribuições e a população está mais carente”, completa.

Ivone é natural de Pato Branco (PR) e tem uma carreira extensa dentro da área de saúde. É administradora de formação mas tem especialidades dentro do campo voltado à saúde. Em sua bagagem, acumulam-se passagens pelas unidades de saúde, bem como mais de uma década na 6ª Regional de Saúde. Assim, garante preparo para a nova função. Mesmo assim, relutou diante da primeira mobilização do Executivo. “Demorei uns 15 dias para dar a resposta”, sorri. Ivone assumiu o lugar então ocupado pela médica Margarete Olivo, que pediu exoneração do cargo.

A secretaria garante que vai moldar suas atividades a partir do relatório de gestão elaborado no ano passado. “Ele dá base para o trabalho do ano seguinte”, explica o diretor da secretaria, Cláudio (Índio) Ferreira. Entre as metas, está o investimento nas vigilâncias, Sanitária e Epidemiológica, inovações à política de saúde do idoso e ênfase na criação do núcleo de atendimento à violência e paz no trânsito, órgão ainda na incubadora, que tem sua primeira reunião marcada para o dia 28.

A saúde municipal, que enfrenta baixas em algumas especialidades – Pediatria e Neurologia aparecem como as mais carentes na cidade – vibram com o desempenho de outras ações. “A imunização é a menina dos olhos. Está indo muito bem”, garante Ivone. “A odontologia está melhorando muito também. Queremos até trazer de volta o bochecho com flúor nas escolas”, sorri.

Remédios na prateleira

Desde o início do ano, a queixa da falta de medicamentos e até de materiais básicos para atendimentos, replicaram-se na comunidade. Segundo a secretária, a ausência foi temporária e fruto da transição, de Fundação para Secretaria. A reposição já ocorreu mas ainda é possível encontrar lacunas. “O município oferece de graça 102 medicamentos, mas não tem tudo o que é receitado”, lembra. A compra do elenco é tripartite: conta, além do município, com investimento Estadual e Federal.

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