Com o objetivo de discutir o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), doença autoimune crônica do tecido conjuntivo, a Sociedade Paranaense de Reumatologia (SPR) realiza, nos dias 28 e 29 de junho, um simpósio sobre o assunto em Cascavel. Coordenado pelo reumatologista Dr. Márcio Nogueira, o evento, voltado para médicos e acadêmicos, vai abordar o Lúpus cutâneo, o LES e a gestação, casos clínicos, entre outros assuntos, e acontece na Faculdade Assis Gurgacz (FAG)
O reumatismo é um termo genérico utilizado para caracterizar não só uma, mas um grupo de doenças que acometem o sistema de sustentação do corpo, o músculo-esquelético, principalmente os ossos e as articulações (ou, popularmente, as “juntas”). Existem mais de 100 doenças reumáticas (reumatismos), com diferentes causas e tratamentos. Entre as mais comuns estão a Espondilite Anquilosante, Osteoporose, Lúpus, Fibromialgia, Artrose, Artrite Reumatóide, Esclerose Sistêmica, Lombalgia e Síndrome de Sjögren.
As doenças reumáticas estão entre o grupo de enfermidades mais frequente no ser humano, e a incapacidade funcional e laboral que geram tem um forte impacto econômico-social, “pois comprometem a mobilidade do paciente e afetam de maneira importante a qualidade de vida do indivíduo”, explica o presidente da SPR, Dr. Eduardo dos Santos Paiva. Embora várias destas doenças não tenham uma cura definitiva, tratamentos eficazes estão disponíveis para a maioria delas, e se iniciados precocemente, reduzem o impacto sobre o sistema músculo-esquelético.
Lúpus
Mais frequente em mulheres jovens, principalmente entre 15 e 40 anos, o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é caracterizado como uma doença autoimune crônica do tecido conjuntivo, ou seja, o sistema imunológico começa a atacar tecidos saudáveis por engano, o que ocasiona uma inflamação em longo prazo. A enfermidade pode se manifestar em qualquer área do corpo, atingindo inclusive órgãos internos como rim, cérebro e coração.
Entre os seus sintomas estão febre, perda de peso e apetite, desânimo, fraqueza, feridas na boca, sensibilidade à luz solar, dor de cabeça intensa (enxaqueca), manchas na pele, dor articular ou muscular e queda de cabelo.
O diagnóstico é clínico, feito a partir de sinais e sintomas típicos da enfermidade, e confirmado com exames laboratoriais, entre eles hemograma, exame de autoanticorpos, parcial de urina e radiografia do tórax. Em casos mais graves, exames mais invasivos, como biopsia do rim, podem ser necessários.
O LES não possui cura e o tratamento objetiva controlar os sintomas para garantir qualidade de vida ao paciente, com o uso de anti-inflamatórios não esteroides, pomadas com corticoides e proteção durante exposição ao sol. Nas manifestações mais graves, medicações como corticosteroides (cortisona) e medicações imunossupressoras devem ser utilizadas. Assim como nas demais doenças reumáticas, os grupos de apoio e a psicoterapia contribuem para aliviar a depressão e as mudanças de humor que podem atingir os pacientes.
Serviço
Data: 28 e 29 de junho de 2013
Local: Faculdade Assis Gurgacz (FAG) – Avenida das Torres, 500
Horário: Sexta-feira a partir das 20h; sábado a partir das 8h30
Mais informações: reumatopr@gmail.com
Entrada gratuita
Fonte: Sociedade Paranaense de Reumatologia