O Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de União da Vitória, que trabalha na linha de tratamento de pessoas com problemas ou doenças psiquiátricas, lembra na próxima segunda-feira, 18, às 14 horas, o dia da Luta Antimanicomial. Por isso, promove uma caminhada pelas principais ruas da cidade.
Neste ano, a luta, de fato, é por um atendimento individualizado e especial, com cada paciente. “Cada paciente, a partir de sua história de vida, é encaixado em oficinas e locais em que ele vai participar para desenvolver suas potencialidades e para que caminhe em direção da cura. Diferente de tempos atrás, que todo mundo era tratado da mesma forma e levado para os manicômios”, explica a coordenadora técnica da entidade, Irmã Ivete.
Irmã Ivete detalha que esse dia de luta garante as comemorações das conquistas da saúde mental, que se remetem à luta contra os manicômios (conhecidos popularmente como hospícios). “As internações só ocorrem em casos mais graves, ficando no máximo por dois meses”, explica. Segundo ela, os pacientes precisam de tratamento mais humano, digno e junto de suas famílias: os internamentos são limitados aos casos mais graves. “Diferente do que ocorria antigamente em que eles ficavam depositados em espaços, sem dignidade”, completa.
Sobre o movimento
Ele é pautado no idealismo do psiquiatra italiano Franco Basaglia que, depois da 2ª Guerra Mundial, notou o tratamento desumano que ocorria nos manicômios da Itália. “Ele percebeu que essas pessoas eram tratadas como animais. Sendo colocados em quartos escuros e porões e propôs essa mudança”, salienta Irmã Ivete. Disso se estabeleceu a reforma psiquiátrica, que embasa o manifesto.