
A Secretaria Municipal de Saúde de União da Vitória iniciou a ampliação da oferta do Implanon na rede pública de saúde. O método contraceptivo de longa duração, reversível e considerado de alta eficácia, passa a ser disponibilizado gratuitamente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
O município recebeu uma remessa com 191 unidades do implante, encaminhadas pelo Ministério da Saúde. A distribuição será feita de forma gradual, com prioridade para grupos definidos pela equipe de saúde a partir de critérios clínicos e sociais.
Segundo a secretária municipal de Saúde, Sonia Guzzoni Drozda, o método é reconhecido pela segurança e pela alta taxa de eficácia na prevenção da gravidez. “O Implanon é totalmente gratuito e considerado um dos métodos contraceptivos mais seguros disponíveis atualmente, com eficácia comparável ou até superior à laqueadura”, afirmou.
Para ter acesso ao implante, a mulher deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência e passar por uma consulta de avaliação. Conforme explicou a secretária, mulheres entre 14 e 49 anos podem receber o método, desde que não haja contraindicação clínica.
A inserção do implante é feita por profissionais capacitados, em procedimento simples realizado com anestesia local. O dispositivo é colocado sob a pele e possui duração de até três anos. Após a retirada, a fertilidade tende a retornar rapidamente.
Público prioritário
Neste primeiro momento, o acesso ao implante subdérmico será priorizado para mulheres em situação de vulnerabilidade social ou clínica, pacientes com distúrbios psiquiátricos e aquelas que já tiveram três ou mais gestações, entre outros critérios avaliados pelos profissionais da rede de saúde.
A Secretaria Municipal de Saúde ressalta que a priorização não exclui outros públicos. A ampliação do atendimento dependerá do envio de novas remessas do método pelo Ministério da Saúde.
Além do Implanon, a rede municipal disponibiliza outros métodos de planejamento familiar, como preservativos, pílulas anticoncepcionais e injeções hormonais, além da esterilização cirúrgica permanente. Entre essas opções, apenas os preservativos também oferecem proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).