Versões do Diabetes exigem cuidados regulares

Doença é incurável mas tratável. Médico Joaquim Inácio Ribas faz alerta no Dia Mundial do Diabetes

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Atualizado há 12 anos

Por Mariana Honesko

diabetes-reproducaoNo Brasil, mais de 12 milhões de pessoas enfrentam a rotina de convívio com o Diabetes. A doença, de “sobrenome” Melittus, não tem cura mas, tratamento. Conforme o endocrinologista Joaquim Inácio Ribas o Diabetes é a incapacidade do organismo em manter os níveis de glicose sanguíneo dentro da normalidade.

O Diabetes é classificado em dois tipos, o I e o II. “O tipo I, na qual ocorre a falência da produção de insulina pelo pâncreas, inicia-se geralmente antes dos 40 anos, sem relação com a obesidade e o único alerta é o histórico familiar”, diferencia Ribas.

Já o tipo II surge geralmente após os 40 anos e, além do histórico familiar, tem na obesidade um fator de preocupação. “Pois ele cursa com efeito inadequado da insulina, podendo sua produção estar normal ou até acima do normal e a mesma não fazer efeito por resistência do organismo”, explica. Esta resistência está ligada ao excesso de peso. “Portanto, um cidadão com histórico familiar de Diabetes Melittus tipo II deve manter peso adequado e atividade física regular para atenuar seus riscos”, incentiva.

Cuidados

Quem recebe o diagnóstico vai precisar mudar de vida. E de rotina. Como não tem cura, o Diabetes exige uma adaptação de seus pacientes. E é para a vida toda. A medida garante que danos mais severos ocorram, como lesões nos olhos, rins, coração, circulação e nervos.

Especialmente no caso do Diabetes tipo II, que não tem ligação com o histórico familiar, a manutenção do peso adequado, da alimentação equilibrada e da atividade regular, ajudam no retardamento da doença e até na prevenção dela. “Com certeza é possível ao diabético viver com boa qualidade mas é necessária educação para conviver bem com a doença. Além de todo o tratamento, é essencial ao diabéticos manter a pressão arterial muito bem controlada e ótimos níveis de colesterol e triglicerídeos, pois estes são fatores de riscos cardiovascular que associados ao Diabetes agravam significativamente os riscos de complicações”, exorta Ribas.

Atendimento na rede SUS

A política do Sistema Único de Saúde (SUS) monitora e auxilia os pacientes de Diabetes. A ação é gratuita e garante, além da distribuição dos medicamentos de controle, orientação especial. Na rede, os diabéticos são assistidos pelo programa Hiperdia, que cuida também de quem tem pressão arterial descompensada.

Embora funcional, para Ribas o modelo tem deficiências. “Porque fica restrita aos medicamentos mais baratos, deixando muito a desejar, não acompanhando os progressos científicos. Observo que não é apenas a política de distribuição de medicamentos que é tímida, me parece haver necessidade de maior ênfase ao acompanhamento do diabético em relação a vários aspectos pelo Sistema Público de Saúde”, posiciona-se.

Conforme a Secretaria da Saúde de União da Vitória, 2,5 mil pacientes são assistidos pelo programa Hiperdia. Em Porto União, a Secretaria da Saúde não informou os dados.

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