
Desde o início da semana agentes comunitários, da Secretaria de Saúde, junto com outros dez agentes epidemiológicos, da Vigilância Sanitária, de União da Vitória trabalham juntos nas visitas realizadas às residências. A campanha intensifica as dicas de prevenção no combate à proliferação do mosquito Aedes Aegypti. Somente em janeiro agentes epidemiológicos encontraram 18 focos do mosquito espalhados pela cidade. Os pontos mais críticos ainda são os bairros São Basílio, São Bernardo, Rocio e os cemitérios.
Conforme o coordenador de Endemias da Vigilância de União da Vitória, Wagner de Moura Santos, existe o mosquito, mas não o vírus circulando. No entanto, se o cuidado for deixado de lado o problema pode se tornar maior. “Facilmente pode se tornar um surto. A fêmea bota o ovo em vários lugares, e até ele se tornar um mosquito e se espalhar demora 7 dias”, conta. “Em uma semana podemos ter centenas de mosquitos pela cidade”, alertou.
A ideia da Vigilância é que com a retirada de criadouros do mosquito de circulação se torna mais difícil o Aedes encontrar uma pessoa infectada e começar a transmitir o vírus da dengue, chikungunya ou o zika vírus.
Antes da campanha as visitas eram programadas em ciclos, cada um com 4 meses de duração. Esses ciclos eram divididos em três ao longo do ano, em casos de rejeição – quando o morador não aceita a visita do agente – ou quando a casa está fechada, os agentes voltavam em outro ciclo. Contudo, com a campanha de intensificação esses ciclos serão reduzidos, e até o final deste mês a Vigilância tem de visitar todos os bairros.

Na semana passada os setores se encontraram com a promotoria, que se comprometeu em trabalhar junto na campanha. Segundo Wagner, se houver algum imóvel fechado, os vigilantes não conseguirem ter acesso ou até mesmo o impedimento da entrada do agente num local onde há indício ou denúncia do foco, a promotoria poderá ser acionada. “Agora será feito 100%”, reitera o diretor sobre as visitações.
Alice Ferreira de Mello é uma das moradoras que mais recebe visita dos agentes. Ontem pela manhã ela conversou com a agente comunitária Elaine Marinhuk e Graziele Rodriguez das endemias. As duas faziam visitas pela região dos conjuntos. Na rua de dona Alice de dez casas, quatro não puderam ser visitadas. “Eu sempre deixo entrar e procuro ficar atenta ao que elas dizem”, conta.
Na casa de Alice até a água sanitária no ralo do banheiro é trocada uma vez por semana. “Limpo com escovinha as calhas, viro todos os potes, só da água dos cachorros que não dá né”, brinca. “Mas sempre cuido. Eu faço a minha parte e espero que os outros façam a deles, porque é perigoso”, alerta.
O único deslize de dona Alice são algumas bromélias em frente à casa. Essas, segundo ela, são presentes da filha de São Paulo e não tinham como recusar. “Mas cuido sempre, as outras flores nem potinho têm”, pontua.
Pelo Estado
Neste sábado, a partir das 10 horas todos os paranaenses estão convidados a participar da campanha Hora H. São alguns minutos que serão tomados da manhã para que o morador verifique se há criadouros ou locais propícios para a proliferação do mosquito Aedes em casa. A ideia é que os próprios moradores vistoriem suas residências e eliminem todo recipiente que possa acumular água. No Paraná, mais de 90% dos criadouros encontrados pelas equipes de saúde estão dentro de residências e quintais. O principal vilão é o lixo, mas todo objeto ou local que possam acumular água precisam ser verificados e eliminados. Para ajudar neste trabalho, o Estado produziu também um check-list com os principais locais que devem ser verificados pelos moradores. O material que orienta as inspeções está disponível nas secretarias municipais de saúde e pode ser baixado ainda no site da Secretaria Estadual da Saúde (www.saude.pr.gov.br).
SERVIÇO:
Para mais informações, procure a Vigilância Sanitária (Rua Coronel Amazonas, 495 – próximo ao Ginásio Isael Pastuch), das 9 às 12 horas e 13 às 17 horas ou entre em contato pelo telefone (42) 3903-1606.