Muitas bicas e poços existem no município de União da Vitória e consumir água desses locais é prática comum na sociedade local, mas que está elencada à riscos pertinentes de contaminação. Análises de qualidade e potabilidade de fontes de captação pública, próximas à entrada da Casa de Formação e Hospital Regional (ambas na PR – 447), apontam presença de coliformes (fezes) em amostras coletadas e indicam que não devem ser utilizadas para consumo humano. A orientação é de consumir água tratada, diretamente da concessionária pública de distribuição (no caso a Sanepar) ou recipientes lacrados e de procedência garantida por legislação vigente e monitoramento de órgãos frente ao envase.
“A Vigilância Sanitária faz o monitoramento e análise de água em poços e bicas para saber das condições de potabilidade [se é potável]”, explica o diretor de Vigilância Sanitária, Herli Daniel da Silva. O departamento, que faz parte da Secretaria de Saúde, busca preservar o bem estar da população e, segundo ele, esse trabalho demonstra que a maioria, das fontes analisadas, não é indicada para uso. “Boa parte encontra-se insatisfatório para consumo humano”, relata.
A Vigilância Sanitária vai colocar avisos de interdição em locais que forem analisados e apontarem deficiência de qualidade ou risco de contaminação. “Estamos baseados em análises técnicas, temos responsabilidade e capacidade para avaliar se a água, desses locais públicos de captação, estão em condições de serem consumidas. Indicando isso para os munícipes”, acrescenta. Para isso, o setor pretende colocar placas indicativas. “Infelizmente fizemos isso, com uma bica, dessas analisadas e o aviso foi retirado, por alguém, dali”, lamenta o diretor.
Por fim, Herli orienta o consumo seguro. “A água da Sanepar apresenta, em nosso monitoramento, condições satisfatórias e é indicada para beber, sem riscos à saúde”, salienta. Caso o cidadão resista, por algum motivo, a usufruir da concessionária, o diretor sugere o consumo de água de galões, ou outros recipientes, devidamente certificados. “Lacrados e com procedência regulamentada por órgãos de fiscalização competentes.”