Adolescente que atacou escola no RS não demonstra arrependimento, diz delegado

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Atualizado há 1 ano

O adolescente de 16 anos responsável pelo ataque na Escola Municipal Maria Nascimento Giacomazzi, em Estação, no norte do Rio Grande do Sul, não mostrou arrependimento nem consciência da gravidade do que fez.

A informação foi confirmada pelo delegado José Roberto Lukaszewigz, da 11ª Região Policial de Erechim, que interrogou o jovem na terça-feira, 8, horas após o crime.

Durante o ataque, o adolescente invadiu a escola armado com um facão e uma faca de cozinha, ferindo quatro pessoas, entre elas três estudantes e uma professora. A ação resultou na morte de Vitor André Kungel Gambirazi, de apenas 9 anos, atingido por ao menos 11 facadas. O caso causou comoção na pequena cidade de pouco mais de 6 mil habitantes.

Em entrevista, o delegado revelou detalhes do depoimento do agressor.

“Ele assumiu a autoria dos fatos, mas claramente apresenta sinais de perturbação mental. Durante a entrevista, olhava para o lado e parecia conversar com alguém que não estava presente, como se fosse um amigo imaginário”, relatou Lukaszewigz ao grupo RBS.

A Justiça determinou a internação provisória do adolescente por 45 dias. O caso tramita em segredo de Justiça por envolver menores de idade. A Polícia Civil investiga a motivação do ataque e analisa o celular do suspeito, que foi apreendido.

Segundo o delegado, o jovem passou por atendimento psiquiátrico um dia antes do ataque, mas ainda não há confirmação sobre qualquer diagnóstico ou relação com a violência cometida. A família tinha conhecimento de um possível quadro psicológico, mas, até então, ele nunca havia demonstrado comportamentos violentos.

Vítimas ainda hospitalizadas

Duas meninas, ambas com oito anos, também ficaram feridas. Uma delas passou por cirurgia após sofrer trauma craniano e segue internada no Hospital Santa Terezinha, em Erechim, com estado considerado estável, mas que inspira cuidados. A outra foi liberada ainda na terça-feira.

A professora, de 34 anos, ferida ao tentar conter o agressor, está internada no Hospital de Caridade de Erechim, com quadro estável, mas abalada emocionalmente.

Comoção e protestos

Na tarde desta quarta-feira, 9, familiares e moradores realizaram um protesto em frente à escola, pedindo justiça e mais segurança. Cartazes, orações e palavras de ordem marcaram o ato, que seguiu até a prefeitura da cidade.

Jefferson Botega / Agencia RBS

O sepultamento de Vitor André ocorreu por volta das 14h30, em Getúlio Vargas, cidade vizinha. A cerimônia foi acompanhada por familiares, amigos e colegas de escola.

Fonte: reportagem de Jefferson Botega, Agência RBS
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