
Está longe de terminar o sofrimento das famílias das duas jovens desaparecidas em Cruz Machado (PR). Por outro lado, as expectativas só aumentam, assim como as dúvidas. O delegado chefe da 4ª SDP, Douglas Carlos de Possebon e Freitas, esteve em Curitiba para tentar obter resultados da perícia que pode identificar de quem é a ossada encontrada no interior de Cruz Machado. E as notícias não são nada animadoras. Segundo o delegado o laboratório responsável pela perícia é o único do Paraná e está sobrecarregado. Ele disse que a análise da ossada nem começou. E pode demorar ainda mais.
Segundo Freitas, a Polícia não descarta e nem confirma que os ossos sejam de alguma das adolescentes desaparecidas. “Estamos aguardando o resultado do exame de DNA com as famílias para tentar identificar a ossada, mas é prematuro afirmar que se trata de uma das desaparecidas”, declara. O local onde foi encontrada a ossada fica distante 2 quilômetros de onde desapareceu a adolescente Solange Roseli Vitek, de 16 anos. A ossada estava em processo final de decomposição do corpo e ainda exalava forte odor de putrefação.
Sete meses atrás a adolescente Camile Loures das Chagas, de 13 anos, desapareceu sem deixar rastros. A jovem desapareceu no dia 15 de dezembro do ano passado, quando retornava para casa depois de visitar uma amiga, cerca de 800 metros de sua casa. O segundo desaparecimento foi o da jovem Solange Roseli Vitek, de 16 anos, quando saiu de casa por volta das 6h40 do dia 25 de março deste ano para esperar o ônibus escolar num ponto localizado a cerca de 300 metros da casa.
Outras hipóteses
Somente com o laudo é que se pode confirmar ou não a identidade de que a ossada possa ser de Solange Viatek. No entanto o delegado diz que não descarta que a ossada possa ser de uma terceira pessoa e que o material de Solange possa ter sido colocado ali de propósito, com o intuito de despistar a Polícia. Perguntado se a ossada poderia ser de alguém com estatura diferente de qualquer uma das garotas, o delegado foi prudente e disse que o melhor mesmo é aguardar o laudo oficial. Se a ossada não for de uma das duas desaparecidas, as investigações devem retroceder praticamente à estaca zero.