Um ataque envolvendo um cachorro da raça pitbull causou revolta e medo em uma família após o animal invadir uma residência, matar um cachorro de estimação e ferir um casal de idosos. O caso ocorreu durante o horário do almoço desta quinta-feira, 25, quando os moradores estavam em casa com familiares.
Segundo o relato da filha do homem ferido, o pitbull teria escapado de uma residência localizada na quadra ao lado e, sem que fosse percebido, pulou o muro da casa onde a família estava. “Meus pais estavam em casa, com o cachorrinho. Minhas duas tias e meu primo também estavam lá. Foi no momento em que eles foram almoçar que o cachorro fugiu, ninguém viu um animal daquele porte sair, e ele pulou o muro e atacou”, contou.

Durante o ataque, o pitbull avançou contra o cachorro da família, que acabou morrendo. Na tentativa de proteger o animal, o pai da jovem foi atacado, assim como a mãe, que entrou em estado de desespero.
“O cachorro estava com eles há nove anos. Meu irmão deu o cachorro para minha mãe quando ela estava com depressão, e ele ajudou muito. Ela estava super bem”, relatou, emocionada.
Ainda conforme o depoimento, após o ocorrido, o tutor do pitbull teria ido até o local e feito ameaças, alegando que seu animal havia sido machucado. Segundo o relato, a família tentou acionar a Polícia Militar diversas vezes, mas afirma que não obteve atendimento. “Ligamos várias vezes, chamava, chamava, e ninguém atendia, caía na caixa postal”, disse.

Indignada, a filha das vítimas cobra providências e mais responsabilidade dos tutores de cães de grande porte.
O caso gerou forte comoção na família, que pede medidas para evitar que situações semelhantes voltem a acontecer.
A discussão sobre a raça pitbull já foi abordada em reportagem exibida pelo canal do jornal O Comércio, que ouviu Diego Fleitux e Soiane Rudnicki, proprietários da Clã Dog House, empresa especializada no atendimento de cães. Na matéria, foi destacada a legislação aprovada em Santa Catarina em meados de 2025, que proíbe a criação e a venda de pitbulls e raças derivadas, estabelece a castração obrigatória a partir dos seis meses de idade e determina o uso de guia e focinheira em locais públicos. O descumprimento pode resultar em multa de R$ 5 mil e até na apreensão do animal.