Uma ocorrência de extrema gravidade mobilizou a Polícia Militar e equipes do Corpo de Bombeiros na manhã desta segunda-feira, 7, na Rua Miguel Schissel Sobrinho, em Canoinhas. A intervenção teve início após relatos de que dois cães da raça pitbull estavam atacando uma criança na via pública.
Ao chegar ao local, a guarnição constatou que os animais estavam soltos e altamente agressivos, além de já terem atacado outros animais momentos antes. Durante o atendimento, um dos cães avançou em direção a um bombeiro militar. Diante do risco iminente à vida do agente e de terceiros, os policiais precisaram intervir e abater os dois cães para neutralizar a ameaça.
Confronto e agressão contra as equipes
A neutralização dos cães deu início a uma grande confusão generalizada provocada pelo tutor dos animais e por populares. O proprietário desacatou os policiais, chutou a viatura e resistiu violentamente à abordagem, sendo necessário o uso de dispositivo elétrico incapacitante para contê-lo.
Na sequência, um familiar do tutor passou a incitar populares contra os policiais, arremessando pedras e tijolos em direção às guarnições. Ele tentou se esconder em um imóvel próximo, onde voltou a resistir à prisão. Mais duas pessoas aderiram ao confronto, arremessando objetos e hostilizando os agentes no local.
Para conter a escalada de violência e reestabelecer a ordem, a Polícia Militar acionou reforços do Pelotão de Polícia Tática (PPT) e do Canil.
Prisões e encaminhamentos
A operação resultou na prisão de quatro homens, que foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil. Um policial militar sofreu ferimentos nas mãos durante a ação, e alguns dos envolvidos também necessitaram de atendimento médico.
Os detidos responderão por resistência, desacato, dano ao patrimônio público, incitação ao crime e infrações relacionadas à guarda e omissão na cautela de animais.
A Polícia Militar reforça que a posse e a guarda de animais de grande porte exige responsabilidade integral do tutor. Permitir que cães com potencial de agressividade permaneçam soltos e sem supervisão coloca a vida de terceiros em risco direto e implica em severas responsabilizações criminais.