Cerca de 20% dos orelhões do PR foram vandalizados

Em União da Vitória, danos exigiram a troca dos aparelhos e das caixas de proteção de praticamente todos os dispositivos

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Atualizado há 12 anos

Por Mariana Honesko

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Montanha: aparelhos vandalizados precisam ser substituídos fora do cronograma do programa de manutenção. (Foto: Mariana Honesko).

Os aparelhos de telefone públicos de União da Vitória não são mais os mesmos. Embora as ligações em alguns não sejam exatamente completadas, os “orelhões” respiram novidade. Praticamente todos os aparelhos foram substituídos.

Conforme a Oi, empresa de telefonia responsável pela manutenção dos aparelhos, a ação vai além do programa de manutenção. O efeito em massa é fruto da necessidade. Em nota, a Oi informa que cerca de 20% dos cerca de 45 mil orelhões instalados no Paraná foram danificados no primeiro semestre deste ano. A empresa diz ainda que as ações são essencialidade de vândalos, responsáveis por 91% dos defeitos, especialmente na leitora de cartões, nos monofones, nos teclados e na colagem indevida de propaganda e pichações. “Como os orelhões da empresa estão instalados em vias e estabelecimentos públicos, sofrem, diariamente, danos por vandalismo”, pontua a empresa.

A Oi esclarece também que mantém um programa permanente de manutenção de seus telefones públicos e conta, ainda, com as solicitações de reparo enviadas à companhia pelo canal de atendimento por consumidores e por entidades públicas.

Nem tão usados assim

Embora presentes no cotidiano, os orelhões estão cada vez mais em desuso. Traído pelo celular, ele migra à redução. Nas Cidades Irmãs, que no auge, quando as ligações dependiam de fichas, alimentou quase três mil aparelhos, hoje tem pouco mais de 1,2 mil dispositivos na área central e nos bairros.

Conforme informações do escritório da ARM Telecomunicações em União da Vitória, prestadora de serviços para a Oi, a média é de oito ligações diárias em cada aparelho. O número é baixo, mas bem acima do padrão paranaense, onde 67% dos aparelhos registram apenas duas ligações por dia, segundo a Anatel.

A ociosidade, inclusive, fez com que a agência revisse seus próprios conceitos. Em 2013, ela anunciou que deve reduzir pela metade, a partir de 2015, cerca de um milhão de orelhões ativos no país.

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