Sol, calor e uma cerveja para refrescar. Combinação perfeita para muitos brasileiros durante o verão. No entanto, essa combinação pode ser muito perigosa se combinada com outro refresco: os rios e cachoeiras. Dessas belezas naturais a região de União da Vitória e Porto União está recheada, inclusive dá nome à uma rota com diversas cachoeiras. Contudo, nem sempre o passeio tranquilo e um final de semana ensolarado pelas águas no Iguaçu ou pelas cachoeiras da Rota Sul terminam bem. Conforme os Bombeiros de União da Vitória somente neste ano sete afogamentos foram registrados. Em nenhum deles houve sobreviventes. “No mais recente, em Porto Vitória, a vítima tinha participado de uma capacitação dos Bombeiros, semanas antes, sobre os riscos de afogamento em rios e lagos”, comentou o soldado Diego Fleitux. Ainda segundo ele os perigos são sempre potencializados por pessoas do próprio convívio. “As vítimas geralmente conhecem o local onde estão, moram perto, frequentam sempre, mas aí o acidente se dá por incentivo de amigos, que estão – geralmente – alcoolizados e ficam falando, “entre, a água está boa”, denuncia.
Por outro lado, os Bombeiros alertam para aqueles que não conhecem nem o básico da natação. Para esses a distância da água é questão de sobrevivência. Outro fator, registrado na maioria dos afogamentos, é o uso de bebidas alcoólicas. Para os Bombeiros, fazer uso de bebida alcóolica aumenta as chances de ocorrer algum tipo de acidente na água. “A gente também orienta é que as pessoas frequentem um lugar onde tem segurança por perto, algum salva vidas, ou algum lugar que seja conhecido, como áreas de lazer. Lugares próprios para banho, mesmo, como parques aquáticos”, explica Fleitux. “Não lugares impróprios que as pessoas não conhecem o terreno, as pedras”, alerta.
Com relação a novos pedidos de socorro, Diego é direto: “Aqui na cidade certamente vai ter bastante casos nesse ano, infelizmente.”
Para o Corpo de Bombeiros o que deve imperar durante as confraternizações a beira de lagos, cachoeiras e rios, é o bom senso e saber suas próprias limitações, caso contrário, o único que sairá machucado é o próprio banhista.
Alerta OMS
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o afogamento está entre as principais causas de morte de crianças. Ele mata mais que sarampo e tuberculose, por exemplo.
Segundo a entidade, em 2012, 372 mil pessoas morreram afogadas em todo o mundo. 140 mil delas tinham menos de 15 anos. Naquele ano, o número de mortos por tuberculose não chegou a 70 mil.
No relatório elaborado pela OMS, o Brasil aparece como terceiro país com o maior número de mortes por afogamento, levando-se em conta casos que envolvem crianças e adultos. Para se ter uma ideia, em 2011 foram 6.487 afogamentos em todo o território nacional.
O número só é menor do que o total registrado no Japão, que foi quase 9 mil, e na Rússia, que teve aproximadamente 12 mil casos em 2011.