Empresa de monitoramento descobriu abusos a menina de 12 anos ao acessar câmera

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Atualizado há 9 horas

A investigação sobre o homem de 37 anos preso em Mafra por suspeita de estupro de vulnerável contra a própria enteada, de 12 anos, revelou um novo elemento: ele já havia sido investigado anteriormente por suspeita de abuso sexual contra outra enteada, quando ela também era vulnerável. A informação foi divulgada pela Polícia Civil em nota à imprensa neste domingo, 11.

Além de praticar os abusos investigados, o homem registrava os atos por meio de uma câmera de monitoramento instalada dentro da própria residência. A publicação anterior também abordou a suspeita de que ele comercializasse esse tipo de conteúdo.

Segundo a Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) de Mafra, a investigação começou na noite de quinta-feira, 8, quando a Polícia Civil foi alertada sobre imagens identificadas por uma empresa de monitoramento contratada pelo próprio investigado.

Durante um acesso de rotina ao sistema, um funcionário da empresa encontrou gravações que mostravam o suspeito praticando atos de natureza sexual contra a menina. A partir da descoberta, os policiais iniciaram diligências para identificar a vítima e o homem que apareciam nas imagens.

Diante da gravidade dos fatos, a equipe policial agiu para reunir provas e solicitar as medidas judiciais necessárias. A prisão temporária do investigado e o mandado de busca e apreensão foram autorizados em poucas horas.

Na sexta-feira, 9, os policiais civis cumpriram as ordens judiciais na residência do suspeito, localizada no bairro Centro I-Baixada, em Mafra. O homem foi preso menos de 12 horas após a polícia tomar conhecimento do caso.

Durante as buscas, foram apreendidos celulares, um tablet e cartões de memória de todas as câmeras de monitoramento instaladas na casa. Conforme a Polícia Civil, os materiais serão submetidos à perícia para aprofundar a investigação.

A corporação informou ainda que obteve vídeos junto à empresa de monitoramento que registram os abusos em datas diferentes.

Após os procedimentos na delegacia, o investigado foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

INVESTIGAÇÃO CONTINUA

Registro de um dos abusos / Polícia Civil/ Divulgação

A suspeita de abuso sexual contra outra enteada, também quando ela era vulnerável, amplia o contexto investigativo do caso. A nota oficial, porém, não detalha quando teria ocorrido essa investigação anterior nem informa seu desfecho.

A Polícia Civil reforçou o compromisso com a proteção de crianças e adolescentes e com a repressão aos crimes de violência sexual. O material eletrônico apreendido deverá contribuir para esclarecer as circunstâncias dos fatos e verificar a existência de outros elementos relevantes para o inquérito.

O caso segue sob investigação. O homem segue preso preventivamente.

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