Agentes penitenciários encontraram um celular escondido dentro do cabo de uma escova de lavar roupas, durante a revista das sacolas de alimentos e higiene para os presos da 4ª SDP. O golpe não deu certo, desta vez. Em outras ocasiões já foram apreendidas drogas, objetos contundentes (estiletes, estoques e outros), sempre junto à comida ou pertences que são entregues para os detentos. Todo material que chega à carceragem é revistado minuciosamente pelos agentes penitenciários.
Bomba relógio
A Delegacia de União da Vitória, que não possui presídio e sim celas correcionais temporárias, mas que está sendo usada como cadeia pública, conta somente com seis agentes penitenciários e quatro investigadores. A escala de serviço é insalubre.Apenas um agente e um investigador diariamente para cuidar dos atuais 78 presos. Os agentes e investigadores convivem com o medo e o risco de fuga eminente. O medo se revela pelo fato do risco de um agente ou investigador ser rendido durante a movimentação. As chances de rebelião e tentativas de fuga também é constante.
Os esforços para retirar do centro de União da Vitória o cadeião da 4ª SDP estão parados. A cadeia é um afronta à população local. Como se fosse um presídio (mas não é), faz divisa com o Terminal Rodoviário interestadual Aníbal Khury, o Sesi, o Clube ferroviário, o Clube Ucraniano e um posto de combustíveis. O Juiz Corregedor dos Presídios da Comarca de União da Vitória, Dr. Mário Dittrich Bilieri, a partir de representação formulada pelo Ministério Público do Estado do Paraná, determinou a interdição da Cadeia Pública local no dia 08 de março de 2013. A notícia chegou a ser comemorada pela Polícia Civil de União da Vitória e por vários setores da sociedade, contrários à utilização das celas correcionais da 4ª SDP como cadeia pública, onde os detentos cumpriam pena.
No entanto a sentença judicial nunca foi cumprida. O procurador do Estado do Paraná, Marcos Vinícios Lopes da Silva disse na oportunidade que o ato do Judiciário local foi administrativo e que a procuradoria iria atacar também na esfera administrativa, junto à Corregedoria geral de Justiça para travar o processo. O procurador disse na ocasião, que a decisão judicial era frágil e inócua, uma vez que a autoridade judicial mandou remover os detentos, mas não ofereceu nenhuma solução. Ele afirmou ainda que o Estado tem déficit de vagas para detentos.
O governo do estado, responsável pelos presos, não se pronunciou ou agiu para melhorar a situação da 4ª SDP, que continua como uma bomba relógio, prestes a explodir.
Fotos: Jair Nunes



