Fé Cega: Polícia Civil prende pastor suspeito de vários crimes sexuais

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Atualizado há 8 meses

A Polícia Civil de Santa Catarina, por intermédio da Delegacia de Comarca de Itaiópolis, efetuou a prisão preventiva de um homem nesta sexta-feira, 23, sob a acusação de praticar sucessivos crimes sexuais.

O suspeito, que atuava como pastor em uma igreja local, foi localizado e detido no bairro Água Verde, em Jaraguá do Sul, após uma operação conjunta que mobilizou as delegacias de Rio Negrinho, Jaraguá do Sul e a Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Jaraguá.

Segundo a Polícia Civil, o inquérito policial foi instaurado após denúncias apresentadas por três vítimas distintas.

De acordo com as investigações, o investigado utilizava sua posição de liderança religiosa para estabelecer um vínculo de confiança com as fiéis.

Aproveitando-se de momentos de vulnerabilidade, ele realizava aproximações sob o pretexto de oferecer orações, cometendo os abusos tanto nas casas das vítimas quanto no próprio templo religioso.

Os relatos apontam um modus operandi específico, que envolvia o uso de óleos para induzir as vítimas a um estado de confusão mental, além de se aproveitar de situações em que elas se encontravam inconscientes.

O delegado Wagner Meirelles, responsável pelo caso, ressaltou que a prisão é uma resposta contundente da instituição contra crimes que exploram a fé e a fragilidade emocional.

“A prisão deste indivíduo é uma resposta firme da Polícia Civil contra crimes que abusam da fé e da vulnerabilidade das pessoas. Ninguém está acima da lei, e continuaremos a investigar de forma rigorosa para garantir que a justiça seja feita e a sociedade protegida”, destacou o delegado.

Após a finalização dos trâmites legais na delegacia, o homem foi transferido para o sistema prisional, onde deve permanecer à disposição do Poder Judiciário.

A Polícia Civil de Santa Catarina aproveitou a oportunidade para reforçar a importância dos canais de denúncia em casos de violência contra a mulher, assegurando que o acolhimento e o sigilo das vítimas são prioridades institucionais.

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