Uma ocorrência de suposto racismo mobilizou a Polícia Militar na noite de sábado (1º), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Caçador. Um paciente foi encaminhado à Delegacia de Polícia após ser acusado de dirigir ofensas de cunho racista a um médico durante o atendimento.

De acordo com a Polícia Militar, o profissional de saúde relatou que foi alvo de manifestações racistas, xenófobas e de intolerância religiosa. Conforme o depoimento, o paciente questionou sua origem venezuelana e também fez comentários sobre símbolos ligados ao judaísmo.
Ainda segundo o médico, o homem afirmou que não queria ser atendido por um profissional judeu e disse que preferia receber atendimento de um médico brasileiro, branco e cristão. A situação teria sido presenciada por uma acadêmica de Medicina que realizava estágio na unidade e acompanhava o atendimento.
Ao ser ouvido pelos policiais, o paciente negou ter ofendido o médico. Segundo sua versão, ele apenas perguntou ao profissional se ele era judeu.
Diante das declarações apresentadas pelas partes, a Polícia Militar conduziu o paciente e o médico à Delegacia de Polícia para os procedimentos legais.
O boletim de ocorrência também registra que, antes de seguir para a delegacia, o paciente foi informado sobre o direito constitucional de permanecer em silêncio. No entanto, durante o deslocamento, ele voltou a fazer referências ao médico e à sua religião, utilizando a expressão “essa raça” e afirmando que essas pessoas estariam “invadindo a cidade”.
O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que ficará responsável pela investigação e pela adoção das medidas previstas em lei.