Um homem de 29 anos foi indiciado pela Polícia Civil do Paraná após uma investigação sobre atos obscenos em Mallet, praticados diante de adolescentes nas proximidades do Colégio Cívico-Militar Nicolau Copérnico.
O caso ocorreu em 24 de setembro de 2026, na Rua Estanislau Gluszczynski, em uma via lateral ao estabelecimento de ensino.
Segundo a Polícia Civil, três adolescentes de 13 anos perceberam um homem dentro de um automóvel praticando atos obscenos enquanto olhava em direção a elas.
A situação foi comunicada à rede de proteção, que encaminhou as informações ao Conselho Tutelar e, posteriormente, à Polícia Civil.
Investigação identificou o suspeito
Durante as investigações, conduzidas pela 10ª Delegacia Regional de Polícia de Mallet, os policiais identificaram o veículo envolvido na ocorrência.
A partir da identificação do proprietário do automóvel, os investigadores chegaram ao suspeito de 29 anos.
Com a conclusão das investigações, o homem foi indiciado por crime contra a dignidade sexual de adolescentes.
Crime pode resultar em mais de 12 anos de prisão
De acordo com a Polícia Civil, a conduta investigada está prevista no artigo 218-A do Código Penal, que trata da prática de atos libidinosos na presença de menores de 14 anos.
Conforme a nota policial, a legislação estabelece pena de cinco a 12 anos de reclusão, além de multa, considerando as alterações promovidas pela Lei nº 15.280/2025.
Como o episódio envolve mais de uma vítima, a Polícia Civil informa que a pena máxima poderá ser elevada, ultrapassando 12 anos de prisão. Uma eventual condenação e a definição da pena dependerão da análise da Justiça.
Polícia alerta para situações próximas às escolas
A Polícia Civil reforça que a prática de atos de natureza sexual diante de crianças e adolescentes pode configurar crime grave, mesmo quando não existe contato físico com as vítimas.
A instituição orienta pais, responsáveis, professores e profissionais da educação a permanecerem atentos a comportamentos suspeitos nas proximidades dos estabelecimentos de ensino.
Casos de exposição sexual, abordagens indevidas ou comportamentos de natureza sexual envolvendo menores devem ser comunicados às autoridades.
A investigação sobre os atos obscenos em Mallet reforça a importância da atuação conjunta entre escolas, famílias, Conselho Tutelar e órgãos de segurança na proteção de crianças e adolescentes.