
Cinquenta e oito dias após o incêndio que consumiu o antigo Hotel Neumann e a vida do dentista Gilberto Schumann, as duas principais perguntas sobre o caso ainda não foram respondidas: Quem matou a vítima e por que? Dois dos inquilinos do hotel transformado em pensão informal estão presos temporariamente, suspeitos de ter orquestrado a morte de Schumann. No entanto, nenhum deles assumiu a autoria dos fatos.
O inquérito policial civil que investiga a morte do dentista ainda não foi concluído pelas autoridades policiais da 4ª SDP. As prisões são temporárias e valem por 30 dias, mas podem ser convertidas em prisão preventiva, por tempo indeterminado. Os dois suspeitos de matar Schumann e atear fogo no antigo Hotel Neumann para ocultar o cadáver tem contra si evidências, provas circunstanciais, mas não confessaram o crime.
O delegado-adjunto da 4ª SDP, Rafael dos Santos Pereira, que comanda as investigações sobre o caso, afirma que os dois homens presos moravam no local e tinham relação direta com a vítima. O incêndio criminoso aconteceu, no dia 12 de junho, na Rua Dr. Cruz Machado, 597, no centro de União da Vitória, e consumiu rapidamente a construção antiga em madeira. O corpo do dentista foi encontrado no local, carbonizado.
Os presos
Os dois suspeitos tiveram suas prisões temporárias decretadas pela justiça a pedido do delegado Rafael porque entraram em contradição a cada depoimento dado à polícia, inclusive omitindo informações. A polícia esperava uma confissão do crime e qual foi a participação dos suspeitos na morte do dentista, mas isso até agora não aconteceu. Já se sabe, no entanto, que o crime foi um latrocínio, quando se mata para roubar, e a especulação sobre envolvimento com drogas foi descartado há trinta dias. Enquanto a família espera a conclusão do inquérito, a autoridade policial busca novas provas para incriminar ou descartar a participação ou autoria dos dois suspeitos presos.
Relembre o caso
O antigo Hotel Neumann, centro de União da Vitória, ficou destruído após um incêndio no fim da tarde do dia 12 de junho. Uma grande cortina de fumaça se formou, sendo vista de muito longe. Caminhões do Corpo de Bombeiros de União da Vitória e Porto União foram até o local para tentar controlar as chamas. Por pouco, o fogo não se alastrou para o hospital APMI, que fica ao lado. O fogo tomou conta da parte superior do prédio que era de madeira. Equipes da Policia Militar de União da Vitória se mobilizaram para controlar o trânsito que ficou intenso no período do incêndio. Eram inúmeros veículos circulando para ver o que estava acontecendo, além de pessoas pelas calçadas. O Instituto Médico Legal (IML) de União da Vitória confirmou na manhã do dia seguinte, que um corpo foi localizado no incêndio e que era Gilberto G. Schumann, 53 anos.