Jovem é presa suspeita de ameaçar testemunha de atropelamento em Mallet

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Atualizado há 1 mês

A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da 10ª Delegacia Regional de Polícia de Mallet, prendeu preventivamente, nesta quarta-feira (19), uma jovem de 19 anos investigada pelos crimes de coação no curso do processo e ameaça.

A prisão é mais um desdobramento da investigação que apura as circunstâncias do atropelamento que resultou na morte de Zenovio Vasko, ocorrido em 19 de julho de 2026, na região de Mallet.

Durante as diligências, a Polícia Civil identificou indícios de que pessoas ligadas aos investigados estariam intimidando uma testemunha presencial para impedir que ela revelasse às autoridades as circunstâncias do caso.

Segundo a apuração policial, a jovem presa teria ameaçado uma das principais testemunhas, afirmando que “quebraria sua outra perna” caso ela contasse a verdade às autoridades.

Mesmo depois de uma operação policial que resultou na prisão de outros quatro investigados, as intimidações teriam continuado.

Conforme a PCPR, a jovem teria publicado, em um perfil aberto no Facebook, um comentário relacionado às prisões acompanhado de uma nova ameaça à testemunha. A publicação foi documentada durante a investigação e o episódio passou a ser apurado também como crime de ameaça.

A repetição das condutas foi considerada pelo Poder Judiciário ao decretar a prisão preventiva. Segundo a decisão, as ameaças teriam ocorrido em mais de uma oportunidade, inclusive depois da intervenção policial e da prisão de outros envolvidos.

As investigações apontam ainda que referências a pessoas supostamente relacionadas ao tráfico de drogas na região teriam sido utilizadas como forma de aumentar o temor de represálias.

Coação no curso do processo

A Polícia Civil reforça que ameaçar uma testemunha para que ela minta, omita informações, altere sua versão ou deixe de colaborar com uma investigação pode configurar o crime de coação no curso do processo, previsto no artigo 344 do Código Penal.

A orientação é para que testemunhas prestem seus depoimentos livremente e relatem aquilo que efetivamente presenciaram ou sabem sobre os fatos.

Mensagens, áudios, publicações em redes sociais e outras formas de intimidação podem ser utilizadas como provas e resultar em novas investigações e responsabilização criminal. Dependendo da gravidade e das circunstâncias, também podem fundamentar medidas cautelares.

As investigações continuam para esclarecer completamente o caso e individualizar a responsabilidade de todos os envolvidos.

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