Mãe confessa morte de recém-nascido e acusa companheiro de participação

Em depoimento à Polícia Civil, mulher afirmou que o bebê nasceu com vida e disse que o casal decidiu matá-lo; versão diverge do relato apresentado pelo pai da criança

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Atualizado há 2 meses

A mulher presa em flagrante pela morte do próprio filho recém-nascido, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, confessou à Polícia Civil ter participado do crime e responsabilizou o companheiro pela atuação na morte da criança. Em depoimento prestado no hospital, ela afirmou que o bebê nasceu com vida e que a decisão de matá-lo foi tomada pelos dois. O casal foi autuado por homicídio qualificado.

(Foto: reprodução).

À polícia, a mulher relatou que descobriu a gravidez entre dois e três meses antes do parto e afirmou que nunca desejou ficar com a criança. Segundo ela, a intenção era entregar o bebê para adoção ou deixá-lo sob os cuidados do pai.

Ela também contou que, dias antes do nascimento, sofreu uma queda enquanto corria para alcançar um ônibus, na noite de quarta-feira, e passou a sentir fortes dores. No dia do parto, disse que começou a sangrar e percebeu que o nascimento era iminente.

De acordo com o depoimento, o companheiro demorou para chegar ao local. Quando ele apareceu, o bebê já havia nascido sobre um pedaço de papelão, na varanda da casa da avó da mulher, e chorava.

A investigada afirmou que ouviu o recém-nascido chorar e pediu ao pai que o retirasse do local. Conforme seu relato, o homem demonstrou não saber como agir. Ela disse que reiterou que não queria a criança e afirmou que ele respondeu da mesma forma. Em seguida, segundo a mulher, ambos decidiram matar o bebê.

Ao detalhar os fatos, a mulher atribuiu participação direta ao companheiro, versão que diverge da apresentada por ele aos investigadores. Em seu depoimento, prestado no sábado, o homem declarou que a companheira foi a responsável pela morte do recém-nascido e que sua participação ocorreu apenas na ocultação do corpo.

A mulher afirmou ainda que, após o crime, entrou na residência e não voltou a ver a criança. Pouco depois, segundo ela, o companheiro retornou e disse que o bebê ainda havia apresentado sinais de vida e resistido por algum tempo.

No encerramento do depoimento, a investigada afirmou que pediu ao companheiro para enterrar o corpo do recém-nascido. A Polícia Civil prossegue com as investigações para esclarecer a dinâmica do crime e a participação de cada um dos envolvidos.

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