Por Mariana Honesko

O Boletim de Ocorrências (BO) registrado na segunda-feira pela Secretaria da Cultura e Turismo de Porto União, lista os atos praticados dentro de um período curto, de 15 dias, aproximadamente.
Depois de um ano de calmaria, José Carlos Gonçalves precisou tomar atitudes mais sérias diante de uma sucessão de infrações contra o patrimônio público da cidade. “O problema não é nem tanto o dinheiro mas sim a agressão moral contra os patrimônios da cidade”, avalia o secretário. “A gente se preocupa porque sabemos que o povo é ordeiro mas tem alguns que ainda não entenderam isso. O prejuízo é muito mais moral do que financeiro”, completa.
Conforme documentação fotográfica feita pela equipe da secretaria, quatro lugares diferentes sofreram agressão moral. Trata-se da Estação União, do monumento à João Pessoa, das lixeiras do Mirante e do painel do Contestado, na praça de mesmo nome, no centro.
Os danos não deixaram dúvidas: foi preciso registrar um BO e deixar expresso, de modo oficial, a insatisfação pública. “Informarmos as duas polícias que estão, inclusive elas, atentas ao que está acontecendo. Em uma das pichações, os militares foram alvos de afronta”, lembra Gonçalves. A referência é para o grafite que chama os policiais de porcos e à eles, sugere a morte.
O que foi depredado

Na Estação União, manifestantes pediram, a partir do grafite, a legalização da maconha. “Acredito que ali não é o lugar ideal para isso. O manifesto é permitido mas não nos patrimônios públicos”, afirma o secretário. No monumento ao João Pessoa, próximo da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), a placa de bronze foi ameaçada. Vândalos tentaram roubá-la e no fracasso, deixaram para trás uma pequena barrinha de ferro.
Perto dali, no Mirante, um dos cartões-postais, as lixeiras foram depredadas. Na Praça do Contestado o painel que conta a história da guerra foi danificado. Além dos prejuízos à estrutura, as marcas de pneu, negras, deixaram o ambiente sujo e com o ambiente comprometido. Vale lembrar que naquele espaço, inclusive, placas sinalizam a proibição do trânsito sobre duas rodas.