Mulher é assassinada e bebê é encontrada mamando no peito da mãe morta

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Atualizado há 3 meses

Uma tragédia familiar chocou a cidade de Cataguases, na Zona da Mata mineira. Karen Aparecida Ferreira Rosa, de 44 anos, foi assassinada por estrangulamento dentro de sua própria residência na madrugada do último domingo, 5.

O principal suspeito é o seu companheiro, João Vitor Silva Coleta da Matta, de 41 anos, que já está preso.

A vítima, que era mãe de sete filhos e avó de seis netos, foi sepultada no Cemitério Municipal de Cataguases.

Reprodução

O cenário do crime

De acordo com os registros policiais, o suspeito fugiu do local após o crime, mas antes ligou para a própria irmã pedindo que ela fosse até a residência.

Ao chegar ao imóvel, a testemunha se deparou com uma cena forte: as duas filhas mais novas do casal, de 1 e 2 anos, estavam no local.

A bebê de apenas 1 ano foi encontrada tentando mamar no peito da mãe, que já estava sem vida. O menino de 2 anos estava deitado em outro cômodo.

As crianças foram acolhidas e entregues aos cuidados de familiares. Vizinhos relataram que ouviram uma forte discussão entre o casal antes do crime e afirmaram que os desentendimentos eram rotineiros.

Vítima tinha 44 anos (Reprodução)

Histórico de violência doméstica

O relacionamento de cerca de quatro anos era marcado por agressões recorrentes, segundo relatos de Cássia Cristina Ferreira Mineli, irmã da vítima.

  • Prisão anterior: Em setembro de 2023, João Vitor já havia sido preso em flagrante após agredir Karen com cabeçadas.

  • Medidas protetivas: A Justiça chegou a conceder medidas protetivas de urgência e decretar a prisão do agressor na época, mas as restrições foram revogadas a pedido da própria vítima.

  • Ciclo de abuso: “Ela se separava, mas ele insistia e ela voltava por causa dos meninos. Não sei se ele a ameaçava, só sei que, quando a gente percebia, ela já tinha voltado”, desabafou a irmã.

Prisão e investigação

João Vitor foi localizado e preso em flagrante pela Polícia Militar na tarde de domingo. De acordo com o auto de prisão, ele chegou a confessar o feminicídio informalmente no momento da abordagem, mas optou por exercer o direito de permanecer em silêncio durante o depoimento oficial na delegacia.

A Polícia Civil confirmou a legalidade da prisão e o encaminhamento do suspeito ao sistema prisional. O caso está sob investigação da Delegacia de Cataguases e corre sob a tipificação de feminicídio. Procurada, a Defensoria Pública — responsável pela defesa do acusado — declarou que não comenta casos criminais específicos.

🛑 Como denunciar a violência contra a mulher:

  • Polícia Militar: Ligue 190 (para situações de emergência)

  • Central de Atendimento à Mulher: Ligue 180 (orientação e denúncias)

  • Polícia Civil: Ligue 197 ou acesse a Delegacia Virtual.

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