Na madrugada de sábado, 28, uma moradora da Lapa viveu momentos de apreensão após sofrer um acidente em via pública. Denise do Carmo Santos, de 53 anos, teve a perna presa entre as grades de um bueiro na Avenida Caetano Munhoz da Rocha, nas proximidades do trevo, por volta das 5h.
De acordo com o relato, a vítima aguardava transporte para uma viagem quando acabou escorregando no meio-fio e caindo no local. Sem conseguir se soltar sozinha, Denise contou com a ajuda de pessoas que passavam pela via, que também tentaram acionar os serviços de emergência.
Chamadas sem retorno
Segundo Denise, foram feitas ligações para os números 193, do Corpo de Bombeiros, 192, do SAMU, e 190, da Polícia Militar. No entanto, conforme o relato, nenhuma das tentativas resultou em atendimento. Populares ainda se deslocaram até o quartel do 6º Batalhão de Bombeiro Militar (BBM), na Rua Guanabara, onde teriam acionado a campainha e batido no portão, mas também não obtiveram resposta.
Resgate com ajuda de populares
Diante da ausência de atendimento, uma estudante de enfermagem e outro homem que estavam no local conseguiram auxiliar a vítima, retirando sua perna do bueiro. Denise sofreu ferimentos superficiais e realiza o tratamento com medicamentos adquiridos em farmácia.
Posicionamento do Corpo de Bombeiros
A reportagem entrou em contato com o tenente Malaquias, comandante do 6º BBM da Lapa. Segundo ele, não houve registro da ocorrência na central de operações.
“A nossa central informou que não houve solicitações para essa ocorrência e, por isso, não houve acionamento da equipe. Pode ter ocorrido algum problema de telefonia, já que as centrais do 193 e do 190 funcionam no mesmo prédio, em Curitiba. Em relação ao quartel, a campainha fica no bloco administrativo, que permanece desocupado nos fins de semana. Sem o acionamento do alarme, o efetivo não foi alertado sobre a presença de pessoas no local”, explicou.
Ainda conforme o Corpo de Bombeiros, o acionamento das equipes deve ser feito exclusivamente por meio das centrais de atendimento, que operam de forma regionalizada.
