
O Paraná registrou o maior volume de apreensão de maconha do país entre janeiro e agosto de 2025, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). No período, as forças de segurança estaduais retiraram das ruas 383.496 quilos da droga, 18,2% a mais do que no mesmo intervalo do ano passado, resultando em um prejuízo estimado de R$ 767 milhões ao crime organizado.
O crescimento das apreensões reflete a estratégia do Governo do Estado de fortalecer o combate ao tráfico com investimentos em inteligência, patrulhamento de fronteira e equipamentos de alta tecnologia. Em setembro, a Sesp recebeu R$ 116 milhões em reforço logístico, incluindo helicópteros, viaturas e armamento moderno.
O secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, destaca que a modernização do efetivo e a integração das forças aumentam a eficácia das ações e a sensação de segurança da população.
As operações concentram-se especialmente nas regiões de fronteira com Paraguai e Argentina. Desde 2023, o Projeto Falcão, do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas, causou mais de R$ 90 milhões em prejuízo ao tráfico. Comparando o período entre 2019 e 2025, o crescimento das apreensões no Paraná foi de 310%, saltando de 92.389 quilos para os atuais 383.496 quilos.
A Operação Sinergia, coordenada pela Sesp e realizada simultaneamente nos 399 municípios do estado, resultou na apreensão de 26,6 toneladas de drogas em 2025. Em outubro, um caminhão com 11 toneladas de maconha foi interceptado na BR-277, em Palmeira, em ação conjunta da Polícia Militar e Polícia Federal.
Outros casos recentes incluem a apreensão de 1,6 tonelada de maconha em Nova Santa Rosa e mais de 2 toneladas em lanchas usadas pelo tráfico em Querência do Norte, totalizando R$ 4 milhões em prejuízo aos criminosos.
No primeiro semestre de 2025, as apreensões nas fronteiras aumentaram 42,7% em relação ao mesmo período de 2024, gerando um impacto financeiro de R$ 600 milhões ao crime organizado.
“As polícias estaduais estão preparadas para ampliar ainda mais as ações e combater todas as ilegalidades nas regiões de fronteira do Paraná”, afirma Teixeira.