PCC do Paraná impõe greve aos detentos de União da Vitória

Presos se recusam a sair do cadeião ou ir às audiências no Fórum da Comarca de União da Vitória

Um movimento silencioso, porém, extremamente ordenado acontece em cadeias de todo o Paraná. A facção Primeiro Comando da Capital (PCC) está impondo uma espécie de greve nos presídios e cadeias de delegacias do estado, onde os presos se recusam a falar com advogados ou ir para audiências no Fóruns.

Em União da Vitória, na 4ª SDP, os detentos aderiram á greve, conforme o Delegado Chefe da 4ª SDP, Douglas de Possebon e Freitas. O movimento se formou na cadeia improvisada de União da Vitória na tarde de segunda-feira, 06, e segundo os próprios detentos não tem prazo para se encerrar.

CADEIA 02

Os detentos e presos que teriam audiências no Fórum da Comarca de União da vitória, no centro sul do Paraná, se recusaram a deixar o cadeião. Os motivos da greve dos presos ainda não foram esclarecidos. Tudo o que se sabe é que eles cumprem ordens emanadas do PCC, em Curitiba.

Sobre o PCC

Conforme a autoridade policial civil, o Paraná assumiu um papel de protagonismos na estratégia do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção nascida há 25 anos em celas de presídios paulistas. O estado lidera o plano de expansão da organização e há cinco anos e o número de faccionados só faz crescer. De 2013 para cá, o “exército” do PCC cresceu três vezes e meia em terras paranaenses. Hoje, são mais de 2,8 mil integrantes no estado, segundo investigação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP).

O mapeamento, ainda do ano de 2018, revela que o Paraná detém 14% dos 20,4 mil membros arrebanhados pelo PCC fora de São Paulo. O avanço está diretamente ligado à posição geográfica paranaense, considerada privilegiada para a consolidação do projeto mais ousado da facção: sua expansão internacional, a partir do Paraguai. É principalmente por esta rota que a organização “importa” maconha, cocaína e armas, até a região Sudeste. O Paraná é estratégico para o PCC por estar entre o Paraguai e São Paulo. A dificuldade em reprimir a facção é imensa, por causa do tamanho da fronteira.

Crédito de foto: Portal VVale

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