Polícia Civil elucida crime da Luzia

Vítima de 54 anos foi morta ao descobrir que estava sendo roubada por amiga

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Atualizado há 12 anos

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Delegado apresenta a conclusão final do inquérito. (Foto: Jair Nunes).

A Polícia Civil de União da Vitória concluiu o inquérito policial que apurou a morte de Luzia Holoveke, de 54 anos, que no dia 12 de abril foi encontrada morta no interior de sua casa em uma área rural de Paula Freitas. De acordo com o laudo do exame de necropsia, a morte da vítima foi produzida por “tortura e meio cruel”, conforme farto material fotográfico produzido e apresentado no inquérito.

O crime

A primeira impressão na cena do crime induzia ao pensamento de que se tratava de um estupro seguido de morte, em razão de que a vítima apresentava a calça abaixada até a altura dos joelhos, estava com material semelhante a sangue na área genital, diversos hematomas pelo corpo, bem como lesões com sangue na cabeça. Os investigadores da Polícia Civil verificaram que a cena do crime poderia ter sido alterada para atrapalhar as investigações.

A suspeita tinha tanta segurança de que não corria perigo de ser flagrada que não se intimidou na realização dos gastos, modificou a cena do crime, adulterando provas, foi na casa da vizinha da vítima para que outra pessoa encontrasse o corpo, enquanto telefonou para um conhecido seu, contando que a vítima sido estuprada e morta, com objetivo de espalhar esta versão, para esta tornar-se verdadeira. A substância vermelha encontrada na genitália da vítima foi identificada como ketchup, usado como tempero de sanduíches.

O motivo do crime

Durante as investigações da Polícia Civil, foi localizado um extrato bancário com saldo de R$ 47.806,57 do Banco do Brasil em nome de Luzia Holoveke. A Polícia não encontrou dinheiro, o cartão bancário e o celular da vítima, sendo que o guarda-roupas de um dos quartos estava revirado. Os investigadores da 4ª SDP descobriram por meio do extrato bancário da conta da vítima, em 13 de janeiro, que o valor de R$ 47.806,57 foi reduzido a quantia de apenas R$ 87,42 em 18 de março. Iniciadas as diligências, foram solicitadas imagens e informações ao Banco do Brasil para identificar quem realizou as retiradas. Logo foi percebido que o último saque da conta da vítima ocorreu em 12 de março, exatamente um mês antes da morte de Luzia, e é de conhecimento geral que as instituições financeiras e estabelecimentos comerciais, em geral, mantém em seus arquivos os registros dos últimos trinta dias, sendo difícil captura de imagens anteriores. Segundo a Polícia, a morte da vítima foi calculada.

Em compras eletrônicas na conta bancária da vítima foi gasto a quantia de R$ 8.543,90, sendo que os saques totalizaram a quantia de R$ 39.467,20. A vítima foi morta com requintes de crueldade possivelmente por ter descoberto o “golpe financeiro” que estava sofrendo.

O delegado chefe da 4ª SDP, André Vilela, não forneceu os nomes da vítima e da suspeita indiciada, mas a reportagem de O Comércio apurou as identidades junto à comunidade de Paula Freitas. Silvia Skorosk, que se dizia “amiga” da vítima, está presa temporariamente. Ela é acusada de ser a pessoa que realizou as compras eletrônicas com o cartão de Luzia, bem como realizou vários saques.

A conclusão do inquérito presidido pelo delegado André Vilela conclui que foi um crime de morte para encobrir a subtração do dinheiro, ou seja, latrocínio. Silvia está presa na 4ª SDP aguardando pronunciamento da justiça.

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