Com menos da metade dos funcionários que precisa, a polícia civil de União da Vitória se tornou uma das mais temidas do Paraná para ladrões, traficantes e homicidas. Mas como pode ser se faltam investigadores escrivães e para piorar os policiais são obrigados a tomar conta do cadeião da 4ª SDP? A resposta está nas atitudes.
Os poucos policiais que existem para atender oito municípios da região centro sul do Paraná, se tornaram a elite da polícia civil, e os índices de resolução de homicídios passam de 90%. Comandados pelo Delegado chefe, André Vilela, os policiais civis mostraram serviço. O delegado Dr. André Vilela, em 2012 foram registrados 20 homicídios, dos quais 18 foram resolvidos. A taxa de elucidação é a mais alta do Paraná.
A Polícia Civil estourou dezenas de “bocas-de-fumo” nos bairro e no centro de União da Vitória. “Não existem pequenos ou grandes traficantes. Existem traficantes nas portas das escolas, nas baladas e nos bairros. Nós os tiramos de circulação, pequenos ou não”, explicou Vilela. Diariamente a polícia apreende pedras de crack, maconha, comprimidos de LSD, cocaína em quantidades variadas. Até plantações de maconha foram apreendidas. “Os traficantes mudaram o “modus operandi”. Agora andam com pequenas quantidades para ao serem detidos se apresentem como usuários. Só que as investigações, a campana os apontam como traficantes”, afirma o delegado.
André Vilela faz questão de destacar o bom relacionamento com a Polícia Militar. “Aqui as coisas funcionam”, comemora. A PM está nas abordagens, no cumprimento de mandatos e nas operações que nós fazemos regularmente, diz. Como a estrutura da polícia civil é acanhada, essa parceria com a PM é fundamental.
Furtos e roubos
A região sul do Paraná tem uma geografia complexa e para piorar a divisa com Santa Catarina revela um encontro de rodovias federais e estaduais. Essa geografia torna a região corredor de drogas, de roubos de cargas, sequestros e contrabando, principalmente pela BR 153 (Transbrasiliana), BR 476 que liga a região à capital do estado. Em Porto União (SC), a SCT 280, em processo de federalização e a rodovia da Amizade SC 135, que liga o município a Caçador se tornaram rota do contrabando e tráfico. As várias rodovias estaduais e vicinais completam o cenário complicado para a Polícia.
Em agosto de 2013, Um mecânico foi preso suspeito de ser integrante de uma quadrilha especializada em furtos de veículos para desmanche da grande Curitiba. Policiais da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos de Curitiba participaram de uma operação chefiada pelo Delegado Chefe da 4ª SDP, André Vilela, que culminou na prisão do mecânico Marciel Alves da Silva. Na ocasião foram encontrados mais de 20 veículos ou pedaços deles, quase todos roubados em Curitiba. Também foram encontrados outros dois veículos, um de São Mateus do Sul e outro com placas de São Paulo. Vários motores, componentes eletrônicos, portas, partes de carrocerias, lataria, faróis, pneus, bancos e acessórios foram encontrados na oficina onde aconteciam os desmanches.
A mais recente ofensiva contra o comércio de carros e peças roubados. Na manhã de quarta-feira, 9, policiais civis da 4ªSDP, em conjunto com policiais civis de São Mateus do Sul e auditores fiscais da Receita Estadual, realizaram uma operação de fiscalização para identificar eventuais irregularidades em revendas, recuperadoras e oficinas de desmanche de veículos. Ao longo da operação, foi registrado apreensão de um veículo com sinais de adulteração, o responsável pela loja foi autuado em flagrante. Mas a falta de funcionários é preocupante. Ou as autoridades enviam mais policiais, ou todo esse sucesso pode acabar em pouco tempo com o avanço da criminalidade.