Polícia cumpre mandado em casa de suspeito de abusar de vizinha de 7 anos

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Atualizado há 7 meses

A Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso de Canoinhas (DPCAMI) cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de um homem suspeito de ter abusado de uma menina de sete anos, filha de seus vizinhos, em Canoinhas.

Nada de suspeito foi localizado.

Antes, o suspeito já havia se apresentado na Delegacia e entregue seu telefone celular, que está passando por perícia.

O caso corre em segredo de Justiça, mas no sábado, 07, o pai da menina gravou um vídeo e compartilhou com vários contatos no WhatsApp afirmando que precisa de ajuda para colocar o suspeito e a esposa na cadeia.
“Tentei de todos os meios, procurei a Polícia, fiz boletim de ocorrência, encontrei mais uma vítima que não denunciou por medo”, disse ao reclamar da morosidade da Justiça.
No vídeo, ele expõe nomes e as fotos do suspeito e de sua esposa, apontada pelo pai da menina como cúmplice do marido.

O vídeo tem trechos do que seria a fala da menina contando sobre os abusos. Ao ser perguntada do porquê demorou para contar o que estaria ocorrendo com o vizinho, ela disse que achava que os pais iriam brigar com ela.

“Ele disse eu gosta de criança, eu queria ter você pra mim”, diz a criança.

A menina fala ainda que advertiu o vizinho “a não fazer isso” e que ela teria pedido para não ir à escola por causa dessa situação.

O pai pede que quem teve acesso ao vídeo, compartilhe e cobre uma ação da Justiça para que o casal seja preso.

“Eles começaram a conquistar minha filha com balinha, daqui a pouco estavam dando presentes de quinhentos, seiscentos reais, então, é complicado”, disse o pai.

“Estou tentando que a Justiça seja feita, espero que entendam minha frustração. Gostaria que a Justiça fosse rápida”.

INVESTIGAÇÃO

O delegado responsável pela DPCAMI de Canoinhas, Rui Orestes Kuchnir, disse que assim que o denunciante esteve na Delegacia, o atendimento ao seu caso foi priorizado e uma investigação foi aberta.

O delegado lamentou a divulgação do vídeo feita pelo pai da menina, porque atrapalhou significativamente as investigações, que corriam sob sigilo.

Os suspeito e sua esposa entraram com uma representação contra o denunciante porque no vídeo, o pai da menina fala em “matar os investigados”.

O pai da menina, por sua vez, pediu medida protetiva para a filha.

“O processo segue agora o trâmite. O vídeo feito pelo pai com a filha não poderá ser usado no processo, porque a criança tem credibilidade quando ela fala somente em juízo, por meio de depoimento especial”, o que deve ser marcado adiante.

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