
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Paraná registrou em 2025 um aumento expressivo nas apreensões de medicamentos ilegais. Até setembro, foram confiscadas 32.744 unidades, número 138% maior que o registrado no mesmo período de 2024 e já superior ao total interceptado em todo o ano passado, que somou pouco mais de 26 mil unidades.
Segundo a PRF, a maior parte dos medicamentos apreendidos é composta por anabolizantes e substâncias usadas para emagrecimento, transportados sem as condições adequadas de conservação. Em alguns casos, os produtos que exigem refrigeração são encontrados em caixas com gelo, escondidos dentro de equipamentos eletrônicos ou até mesmo na lataria de veículos, onde ficam expostos a temperaturas elevadas.
As apreensões resultam de ações de fiscalização de rotina, muitas delas orientadas pelo serviço de inteligência da corporação, que esteve presente em 40% das ocorrências. Além disso, a PRF observa que o crime costuma estar associado a outros ilícitos, como tráfico de drogas e contrabando.
A facilidade de compra sem prescrição médica e os preços mais baixos atraem consumidores para um mercado paralelo que envolve também medicamentos falsificados, sem origem comprovada ou controle sanitário. Esses produtos representam alto risco à saúde e fortalecem a atuação de quadrilhas especializadas.
De acordo com o artigo 273 do Código Penal, o transporte e a comercialização de medicamentos sem registro na Anvisa, adulterados ou falsificados, configuram crime equiparado a hediondo, com penas que variam de 10 a 15 anos de prisão, além de multa.
Dados da PRF sobre apreensões de medicamentos no Paraná:
-
2024 (até setembro): 13.711 unidades
-
2024 (ano inteiro): 26.287 unidades
-
2025 (até setembro): 32.744 unidades