Quadrilha do bilhete premiado é desmantelada em megaoperação no Sul do país

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Atualizado há 1 ano

Uma das maiores quadrilhas especializadas no golpe do bilhete premiado em atuação na região Sul do Brasil foi desmantelada em uma operação conjunta das polícias civis de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, realizada entre quarta, 23 e quinta-feira, 24.

Na quarta-feira, três suspeitos foram presos em Curitiba (PR). Já na quinta à tarde, outros cinco integrantes foram capturados em flagrante durante uma tentativa de fuga na BR-470, entre os municípios de Apiúna e Ascurra, no Médio Vale do Itajaí (SC).

Com o apoio da Delegacia de Polícia de Ascurra, os suspeitos foram detidos nas proximidades do Posto Delta, em Apiúna. Entre os presos estavam quatro homens, com idades entre 21 e 49 anos, e uma mulher de 48 anos. Dois veículos usados nos crimes — um Fiat Argo e um Hyundai IX35 — foram apreendidos no momento da abordagem.

Após o flagrante, o grupo foi conduzido à delegacia local e, em seguida, transferido para o Presídio Regional de Blumenau, onde permanecem à disposição da Justiça. Todos os detidos possuem extenso histórico criminal por golpes semelhantes, segundo a Polícia Civil.

Durante a operação, a Delegacia de Estelionato de Joinville confirmou que os mesmos suspeitos tentaram aplicar o golpe na cidade recentemente. O delegado Vinícius Ferreira explicou a forma de atuação da quadrilha:

“As abordagens às vítimas acontecem em vias públicas, à luz do dia, durante o horário bancário. A quadrilha é organizada, com membros que desempenham funções específicas: alguns fazem contato direto com a vítima, enquanto outros atuam como olheiros e apoio, sempre com o objetivo de extorquir grandes quantias em dinheiro”.

O grupo mirava principalmente idosos, e sua base de origem seria a cidade de Passo Fundo (RS). O prejuízo causado até agora é estimado em mais de R$ 300 mil, mas a polícia ainda apura o número total de vítimas.

No total, quatro veículos e nove celulares foram apreendidos e passarão por perícia técnica. Segundo o delegado Vinícius, as penas somadas para os envolvidos podem chegar a até oito anos de prisão por cada crime comprovado.

A operação contou com apoio de diversas forças de segurança, incluindo:

  • 32º BPM/1ª CIA de Rodeio e Indaial (SC)

  • 6ª DP de Porto Alegre (RS)

  • 2ª DP e SIPAC de Passo Fundo (RS)

  • DERCC de Porto Alegre (RS)

  • DP de Ascurra (SC)

  • Guarda Municipal de Joinville (SC)

As investigações continuam para identificar possíveis cúmplices e outras vítimas do grupo.

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