A Polícia Civil do Paraná (PCPR) esclareceu que a ocorrência registrada inicialmente como roubo, sequestro, extorsão e resgate de vítima em cativeiro, na noite de terça-feira, 25, em General Carneiro, era na verdade um crime simulado e premeditado pelos dois homens envolvidos.
Durante as oitivas e diligências, os investigadores descobriram que a suposta vítima, funcionário de um comércio de União da Vitória, e o comparsa haviam planejado e combinado toda a falsa situação de assalto.
Para construir o cenário fictício, utilizaram o veículo do próprio funcionário e colocaram no interior diversas mercadorias e dinheiro retirado do caixa e do cofre do estabelecimento, simulando um roubo.
Após a encenação, os dois seguiram para uma casa noturna da região, onde passaram a se vangloriar da farsa, chamando a atenção de frequentadores.
O comportamento provocou a expulsão de ambos do local — inclusive sem parte das vestes.
Em seguida, a dupla foi até General Carneiro e procurou estabelecimentos afirmando que havia sido vítima de um assalto. Pela aparência de desamparo, moradores chegaram a fornecer roupas aos dois, acreditando que realmente precisavam de ajuda.
Mais tarde, ambos foram encontrados pela Polícia Militar às margens da BR-153. Durante a abordagem, o funcionário simulou estar em cárcere privado e chegou a inventar agressões e um suposto estupro, acusando o comparsa.
Conduzidos à delegacia, os dois apresentaram versões repletas de contradições.
A PCPR deu início a diligências imediatas, analisando imagens de câmeras de segurança e outras provas, que confirmaram que toda a história havia sido forjada. A falsa denúncia de violência sexual também foi oficialmente descartada.
Com a confirmação de que o suposto sequestro, o cárcere, as agressões e o roubo eram fabricados, os envolvidos foram presos em flagrante pelos crimes de falsa comunicação de crime e furto.
Por se tratar de delito inafiançável na esfera policial, ambos permanecem à disposição da Justiça.
A Polícia Civil reforçou que todas as ações foram conduzidas com rigor técnico para esclarecer os fatos, reafirmando seu compromisso com a investigação responsável, transparente e eficiente, em defesa da segurança da população.
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