A Operação Entre Lobos, deflagrada pelo GAECO e pelo Ministério Público de Santa Catarina na terça-feira, 22, desarticulou uma organização criminosa com atuação interestadual especializada em aplicar golpes contra idosos, por meio de falsas ações judiciais e cessões fraudulentas de créditos precatórios. A ação mobilizou 13 mandados de prisão e 35 de busca e apreensão em 12 cidades de cinco estados (SC, RS, BA, AL e CE).
No município de Irineópolis, localizado no Planalto Norte catarinense, foi presa Miriam Kelly Klodzinski, apontada como uma das integrantes da organização. Em resposta à divulgação de que ela seria advogada, a Diretoria da 24.ª Subseção da OAB de Porto União esclareceu, por meio de nota oficial, que Miriam não é inscrita no quadro profissional da OAB/Porto União — subseção responsável pela jurisdição sobre a advocacia em Irineópolis — e que nenhum advogado ou advogada da cidade está envolvido na operação.
NOTA OFICIAL DA 24ª ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL – SUBSEÇÃO DE OAB PORTO UNIÃO
A Diretoria da 24.° Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção de Porto União – SC, por meio de seu Presidente, Luciano Ribas Passos, vem a público para esclarecer e retificar a informação divulgada sobre a prisão da Sra. Miriam Kelly Klodzinski, ocorrida na operação “Entre Lobos”, desencadeada pelo GAECO e Ministério Público de Santa Catarina.
Informamos que a Sra. Miriam Kelly Klodzinski não é inscrita no quadro profissional da OAB/Porto União-SC, que é a responsável pela fiscalização dos advogados e advogadas da cidade de Irineópolis.
A prisão foi realizada em pessoa diversa, não inscrita nos quadros da OAB/SC, e não envolveu qualquer advogado ou advogada da Cidade de Irineópolis.
Dessa forma, solicitamos a gentileza de que seja feita a devida RETIFICAÇÃO nos meios de comunicação, restabelecendo a idoneidade e a reputação dos advogados e advogadas de Irineópolis.
Agradecemos pela compreensão.
Atenciosamente,
Luciano Ribas Passos
Presidente da OAB/Porto União-SC
Investigações
A investigação aponta que o grupo, com base em escritórios de advocacia e empresas de fachada como Ativa Precatórios e BrasilMais Precatórios, enganava idosos ao induzi-los a ceder seus créditos judiciais por valores irrisórios. Em um dos casos, uma vítima com direito a mais de R$ 146 mil recebeu apenas R$ 2.500. O prejuízo total apurado ultrapassa R$ 6 milhões, sendo que menos de 10% foi repassado às vítimas.
Os presos são acusados de crimes como estelionato, patrocínio infiel, associação criminosa e ofensa à ética da advocacia. As investigações continuam com a coleta de depoimentos e a análise de milhares de documentos e mídias apreendidas. Até o momento, mais de 330 vítimas já foram identificadas, mas estima-se que o número ultrapasse mil pessoas lesadas.
A população é orientada a procurar a Delegacia de Polícia Civil mais próxima, a Ouvidoria do Ministério Público ou a Promotoria de Justiça da Comarca de Modelo para formalizar denúncias ou relatar prejuízos.