Um homem de 55 anos foi preso na manhã desta quinta-feira, 19, pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) em Londrina, suspeito de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e estupro de vulnerável. Os crimes em questão aconteceram em 2006, vitimando a menina Giovanna dos Reis Costa, de 9 anos, em Quatro Barras, na região metropolitana de Curitiba.
O suspeito foi preso preventivamente após as investigações serem reabertas pela PCPR devido ao recolhimento de novas informações.

Giovanna desapareceu em 10 de abril de 2006, enquanto vendia rifas escolares perto de casa. Seu corpo foi encontrado dois dias depois, em um terreno baldio envolto em sacos plásticos e amarrado com fios elétricos. As roupas da criança foram localizadas em um terreno próximo. A perícia confirmou a morte por asfixia mecânica, com sinais extremos de violência sexual.
Inicialmente, as investigações apontavam para um grupo de homens que moravam na vizinhança. Eles foram indiciados, denunciados e levados a júri popular, mas absolvidos por falta de provas cabais. O caso foi arquivado na sequência.
Caso Giovanna dos Reis Costa foi reaberto 20 anos após o crime
O caso foi desarquivado em 2025, quando novos elementos foram levantados pela PCPR. Testemunhas que prestaram depoimentos à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Curitiba indicaram o suspeito como autor do crime contra Giovanna, com detalhes compatíveis com a cena do crime.

Segundo as denúncias, o homem teria atraído a criança para dentro de casa, com o pretexto de pegar dinheiro para pagar pela rifa que Giovanna vendia. No local, teria estuprado a criança e, posteriormente, asfixiado a vítima por medo de ser identificado.
O suspeito teria, então, ocultado o corpo de Giovanna em um local, e descartado as roupas em outro, na tentativa de incriminar terceiros.
Provas técnicas recolhidas corroboram as suspeitas: fios elétricos apreendidos na casa do suspeito na época do crime apresentavam características idênticas aos usados no corpo da vítima. Uma sacola de mercado onde as roupas foram encontradas foi ligada à residência do investigado por meio de diligências recentes.
Além disso, o histórico do suspeito inclui prisões por importunação sexual e processos por estupro de vulnerável, revelando um padrão de conduta. Em um dos casos ele chegou a colocar câmeras em um banheiro de uma lanchonete onde trabalhava, o que chegou a ser noticiado e motivou uma das denúncias novas na DHPP.
A delegada Camila Cecconello, responsável pela investigação, enfatizou o compromisso da instituição com a resolução de casos antigos e o apoio do Poder Judiciário para o desarquivamento do caso. “Essa prisão é um golpe decisivo contra a impunidade, demonstrando que a PCPR não descansa até que responsáveis por crimes hediondos como esse enfrentem a justiça, independentemente do tempo transcorrido”, afirmou.
“Na época dos fatos esse homem chegou a ser ouvido pelos policiais, mas agora temos um conjunto robusto de provas para essa prisão. Ele está com prisão preventiva e encontramos objetos de uso sexual na casa dele. Vamos concluir o inquérito nos próximos dez dias”, complementou.
O homem foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.