Por Mariana Honesko

Tiago Ricardo Alves, suspeito de ter assassinado o travesti, Maikon Sidnei Penha, conhecido como “Jenifer”, apresentou-se de maneira voluntária na 4ª SDP, em União da Vitória. Alves estava com a prisão temporária decretada desde o dia 17 de maio, mas não havia sido detido.
Os advogados, Jilia Diane Martins Boldori, Luis Gustavo Lara e Marcelo José Boldori, que fazem a defesa do suspeito, elaboraram um pedido de revogação da prisão temporária, com o compromisso de apresentar Alves às autoridades policiais. O juiz responsável pela 1ª. Vara Criminal concedeu o salvo-conduto de 48 horas para que o suspeito se apresentasse e realizasse perícia das lesões sofridas no suposto crime, sem ficar preso. Após este período, a petição dos advogados será novamente analisada. Ela pode ser revogada ou mantida.

Relembre o caso
Na madrugada do dia 14 de maio, Penha fazia ponto junto com outros travestis na esquina das ruas Quintino Bocaiúva e Almirante Barroso, no centro de União da Vitória. Por volta das 2h15, com frio, o grupo foi até um bar na Avenida Manoel Ribas comprar vinho. Lá uma delas teria se desentendido com um frequentador. Ele teria ofendido uma das travestis. Penha teria revidado, exigindo satisfações do rapaz.
Após isso, os travestis saíram do bar e voltaram para o ponto onde se prostituíam. Mais tarde, o suspeito foi até o local, a bordo de um Fiat Siena verde, acompanhado por outro homem, e partiu para a briga com as travestis. O homem estaria armado de uma faca de aproximadamente 30 centímetros de lâmina. Na briga o suspeito desferiu golpes de faca que atingiram Penha no peito. A vítima morreu no local.