
Dois homens suspeitos de aplicar o chamado “golpe do falso mecânico”, com registros de vítimas em Guarapuava, foram presos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante uma ação integrada com a Polícia Civil do Paraná (PCPR). A abordagem ocorreu na tarde de quinta-feira (5), na BR-277, no município de Céu Azul, no Oeste do estado.
A prisão foi resultado de um trabalho de investigação que apontava a atuação da dupla em diferentes cidades paranaenses, entre elas Guarapuava, Maringá e Campo Mourão. O veículo utilizado pelos suspeitos já havia sido identificado em ocorrências de estelionato registradas nesses municípios.
A localização do automóvel foi possível após troca de informações entre a Polícia Civil e a Guarda Civil Municipal de Maringá. Com os dados em mãos, equipes da PRF iniciaram buscas e localizaram o carro na rodovia, realizando a abordagem.
Durante o procedimento, uma vítima reconheceu os dois homens como autores do golpe. Eles têm 23 e 28 anos.
Como funcionava o golpe
Segundo as investigações, os suspeitos abordavam motoristas em vias públicas alegando que o veículo apresentava algum problema mecânico, geralmente um suposto vazamento de óleo.
Em seguida, ofereciam ajuda e simulavam um conserto rápido, apresentando-se como mecânicos. Após o falso serviço, solicitavam o pagamento com cartão bancário.
Nesse momento, realizavam a troca do cartão da vítima por outro semelhante, geralmente raspado. Com o cartão verdadeiro em mãos, os criminosos realizavam compras e saques sem que o proprietário percebesse imediatamente.
A polícia aponta que mulheres e idosos eram os principais alvos do golpe.
Materiais apreendidos
No interior do veículo, os policiais encontraram diversos objetos que indicam a prática do crime, entre eles quatro máquinas de cartão, três celulares, dois cartões bancários raspados e R$ 4.927 em dinheiro.
Também foram localizados uniformes e ferramentas utilizadas para dar aparência de serviço mecânico e aumentar a credibilidade da abordagem.
Os dois suspeitos foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil em Cascavel, onde permanecem à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas, incluindo casos registrados em Guarapuava.