Portaria publicada pela Polícia Militar de São Paulo (PM-SP) nesta quinta-feira, 02, mandou para a reserva, com salário integral, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso sob suspeita de ter matado a esposa, a PM Gisele Alves Santana.

A portaria diz que, pela lei, Geraldo Neto tem direito à aposentadoria por critérios proporcionais de idade. O salário do investigado antes da prisão era de cerca de R$28,9 mil brutos, de acordo com o site da Transparência do Governo de São Paulo. Com os critérios de proporcionalidade, o salário deve ser de pouco mais de R$20 mil, segundo cálculo feito pelo G1.
A aposentadoria não impede que Geraldo Neto enfrente o processo de expulsão da corporação, mas, uma vez aposentado, ele não pode perder o direito ao dinheiro da aposentadoria conquistado pelo tempo de serviço prestado.
Geraldo Neto é acusado de feminicídio e fraude processual por forjar a morte da esposa. Segundo investigações, o então tenente-coronel teria assassinado a PM Gisele Alves Santana e alterado a cena do crime para simular um suicídio da esposa.
Ele foi preso preventivamente em 18 de março, quando virou réu na Justiça.