Entre os dias 27 e 31 de julho, Santa Catarina registrou três casos de feminicídio, todos cometidos por companheiros das vítimas. Os crimes ocorreram em diferentes regiões do estado — Litoral Norte e Vale do Itajaí — e reforçam a urgência no combate à violência doméstica.
Rosimary Martins – Penha
Rosimary Martins foi assassinada com facadas no pescoço dentro de sua casa, no centro de Penha, no domingo, 27. Seu corpo só foi localizado na terça-feira, 29, após vizinhos notarem seu desaparecimento e acionarem a polícia.
O autor do crime, que possuía antecedentes por violência doméstica, foi preso em flagrante em São José e confessou o assassinato. Rosimary estava sob medida protetiva e havia se mudado recentemente para a cidade.

Tatiane Kurth Cipriani – Agronômica
Na madrugada de quarta-feira, 30, Tatiane Kurth Cipriani, de 24 anos, foi morta com múltiplas facadas pelo marido, Djeison Henrique Cipriani Bonacolsi.
Após o crime, ele tirou a própria vida com uma espingarda. Familiares acionaram a polícia após receberem uma foto do corpo da vítima via WhatsApp. Os policiais encontraram Tatiane morta no quarto e Djeison ainda com vida, mas ele não resistiu aos ferimentos.

Sandra Raquel Nolli – Rio do Sul
Na manhã de quinta-feira, 31, Sandra Raquel Nolli foi morta a tiros pelo marido, de 68 anos, enquanto trabalhava no bairro Barragem, em Rio do Sul. A Polícia Militar foi acionada por familiares e iniciou buscas pelo suspeito, que foi preso no mesmo dia em Pato Branco (PR).
Ele deve responder pelo crime de feminicídio.

Feminicídios em SC: realidade persistente
Apesar da queda de 12% nos casos de feminicídio entre 2023 e 2024 em Santa Catarina — com 51 mortes neste ano ante 57 no anterior —, os recentes assassinatos evidenciam que a violência contra a mulher permanece alarmante.
De acordo com dados oficiais, entre 2020 e junho de 2025, o estado registrou 1.016 tentativas de feminicídio — média de quatro por semana. Mais da metade (53%) dessas ocorrências aconteceram aos finais de semana ou em feriados.
A escalada da violência reacende o debate sobre políticas públicas, proteção efetiva às vítimas e o fortalecimento da rede de apoio às mulheres em situação de risco.