A Polícia Civil de São Mateus do Sul divulgou novos detalhes sobre o caso do corpo encontrado carbonizado dentro de um Renault Sandero incendiado, na manhã de segunda-feira,. 24, em uma estrada rural na localidade de Faxinal dos Ilhéus.
O delegado responsável pela investigação, Vinicius Fernandes, da 3ª Subdivisão Policial, explicou a dinâmica inicial do crime e o avanço das diligências.

O corpo foi localizado após moradores ouvirem barulho de estalos e perceberem um veículo em chamas às margens da estrada. Quando a Polícia Militar chegou ao local, encontrou o carro destruído pelo fogo e, no banco traseiro, um corpo carbonizado.
A perícia e o Instituto Médico-Legal de União da Vitória foram acionados imediatamente.
A vítima foi identificada como Luís Eurico França da Silva, de 51 anos, porém a confirmação definitiva depende de exame de DNA, uma vez que a carbonização foi parcial.

Delegado: “Vítima foi colocada no banco traseiro antes do fogo ser ateado”
Em entrevista, o delegado Vinicius Fernandes relatou o cenário encontrado:
“O veículo estava completamente carbonizado. Foi possível identificar restos mortais parcialmente queimados. A placa não foi consumida pelo fogo, e o chassi também foi confirmado pela perícia”, afirmou.
Segundo o delegado, o proprietário documental do veículo — que está desaparecido — corresponde à provável vítima.
Suspeito teria matado a vítima na área de lazer da casa onde estavam
As investigações apontam que o suspeito preso em flagrante, veio de Piraquara com outra pessoa para trabalhar na construção civil em São Mateus do Sul. Eles haviam sido contratados por um terceiro para erguer uma casa de madeira na região.
Após receber adiantamento da obra, o grupo comprou comida, carne para churrasco e bebida. No fim da tarde, eles passaram por um bar, onde o suspeito encontrou a vítima.
Os quatro seguiram para a casa alugada para hospedagem dos trabalhadores — um imóvel de dois andares, com área de lazer e piscina. Foi nesse local que ocorreu o crime.
O delegado explica:
“Por algum desentendimento, o investigado acabou matando a vítima na área de lazer. Há vestígios de sangue no local e testemunhas indicam agressões com faca.”
A distância entre a casa e o ponto onde o carro foi encontrado queimado é de aproximadamente 300 metros.
Dúvidas permanecem: vítima estava viva dentro do veículo?
A perícia ainda não determinou a causa da morte.
De acordo com o delegado:
“Não é possível afirmar se a vítima estava viva quando foi colocada no carro. Sabemos que inicialmente ela estava no banco dianteiro, e depois foi colocada no banco traseiro, onde o fogo foi ateado.”
O veículo entrou de ré em um barranco antes de incendiar, mas não há testemunhas da dinâmica exata.
O suspeito preso possui histórico criminal por violência contra a mulher e possível envolvimento em roubo. A polícia também investiga antecedentes em outros estados.
Testemunha-chave e material biológico reforçam autoria
A Polícia Civil confirma que há uma testemunha essencial no inquérito, que descreveu a dinâmica e apontou o autor. Material biológico compatível com sangue humano também foi coletado na residência e deve passar por exames de confronto genético.
O delegado destaca a importância da colaboração popular:
“Os canais de denúncia são sigilosos. Informações repassadas pela comunidade ajudam a esclarecer o crime.”