O fenôeno climático El Niño deve começar oficialmente entre a segunda quinzena de maio e a primeira metade de junho, segundo análise divulgada pela MetSul Meteorologia.
Os dados apontam um aumento acelerado da temperatura das águas do Oceano Pacífico Equatorial, condição que favorece a instalação do fenômeno climático.
Conforme informações da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA), já são quatro semanas consecutivas com temperaturas acima da média em níveis compatíveis com o El Niño pelo método tradicional de monitoramento conhecido como ONI.
Dados recentes indicam anomalias superiores a 1°C em áreas monitoradas do Pacífico.
Fenômeno pode atingir intensidade histórica
Os principais modelos meteorológicos internacionais indicam que o El Niño deve ganhar força rapidamente ao longo do inverno e atingir o pico entre outubro e dezembro deste ano.
O modelo climático europeu ECMWF projeta a possibilidade de um “Super El Niño”, com intensidade semelhante — ou até superior — aos episódios históricos registrados em 1997-1998 e 2015-2016.
Segundo os meteorologistas, uma grande massa de água extremamente quente está emergindo no Pacífico Equatorial, favorecendo o fortalecimento do fenômeno nas próximas semanas.
Paraná e Santa Catarina podem ter excesso de chuva
Os primeiros reflexos do El Niño já devem ser sentidos ainda no fim do outono e no início do inverno.
Para o Sul do Brasil, especialmente Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a tendência é de aumento das chuvas e maior risco de eventos extremos.
A MetSul alerta para possibilidade de precipitações acima da média, temporais frequentes, enchentes e cheias de rios, principalmente durante o segundo semestre de 2026.
O período considerado mais crítico para eventos climáticos extremos na Região Sul deve ocorrer entre setembro e novembro.
Entenda o que é o El Niño
O El Niño acontece quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais quentes do que o normal, alterando a circulação atmosférica em diversas partes do planeta.
O fenômeno influencia diretamente o clima no Brasil, podendo provocar excesso de chuva no Sul e estiagem em regiões do Norte e Nordeste.
Especialistas destacam que nenhum episódio é igual ao outro, mas os impactos costumam incluir mudanças significativas nos padrões de temperatura, chuva e ocorrência de eventos extremos.
