A tarde desta quarta-feira, 10, foi marcada por rajadas de vento intensas em várias cidades do Sul do Paraná e do Planalto Norte catarinense.
As medições, atualizadas pelo Simepar e por estações do Inmet, mostram picos acima de 80 km/h em alguns municípios.
Segundo o Simepar, o monitoramento está sendo atualizado a cada duas horas ao longo do dia, devido à influência de um ciclone extratropical que atua sobre a costa do Rio Grande do Sul.
Embora o fenômeno não passe diretamente pelo Paraná, seus efeitos alteram significativamente as condições do tempo no estado.
Rajadas registradas até 13h30 desta quarta, 10:
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General Carneiro (Simepar – estação nova): 80,3 km/h às 9h45
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Distrito de Horizonte, em Palmas (Simepar): 86,4 km/h às 12h45
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Clevelândia (Inmet): 59,4 km/h entre 12h e 13h
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União da Vitória (Simepar): 52,9 km/h às 14h
Em Curitiba, uma estação meteorológica da Prefeitura registrou rajada de 72 km/h às 8h50. De acordo com o Simepar, outras seis regiões do estado também ultrapassaram a marca de 60 km/h ao longo da manhã.
Influência do ciclone extratropical
O meteorologista Lizandro Jacóbsen, do Simepar, explica que o sistema de baixa pressão sobre o litoral gaúcho intensificou as rajadas em todo o Sul do país.
“O ciclone atua sobre a costa litorânea gaúcha e provoca rajadas de vento de quase 100 km/h nesta quarta. Especialmente nas cidades portuárias teremos mais problemas, em função do mar mais agitado, e as rajadas dificultam a navegação”, detalha.
No Paraná, os ventos ganharam força entre a madrugada e o início da tarde, sobretudo nas áreas mais próximas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.
Jacóbsen destaca ainda que o fenômeno também foi responsável pelas chuvas volumosas entre segunda e terça-feira em várias regiões paranaenses.
Quinta-feira terá mudança na direção e intensidade do vento
Para esta quinta-feira, 11, o meteorologista afirma que o comportamento dos ventos deve mudar:
“Nesta quinta, a direção dos ventos muda. Eles deixam de ser fortes e constantes sobre o continente e passam a causar impactos principalmente no mar”, explica.
O Simepar segue monitorando o avanço do ciclone e atualizando as informações a cada duas horas.