A manhã desta segunda-feira (10) foi marcada por mais um incidente no trevo de acesso ao município de Paulo Frontin, na Rodovia do Xisto (BR-476).
Um veículo acabou colidindo e subindo na mureta de concreto instalada no canteiro central da rodovia, transformando-se em mais um capítulo da extensa lista de ocorrências registradas no trecho.
Apesar do susto e dos danos materiais evidentes, o incidente não teve registro de vítimas graves, mas gerou lentidão e chamou a atenção de quem trafegava pela região nas primeiras horas do dia.
“Armadilha” no asfalto
A configuração do trevo e, em especial, a mureta de concreto central têm sido alvo de revolta constante por parte de motoristas, moradores e lideranças regionais. O ponto é amplamente criticado por funcionar como uma espécie de “armadilha” viária, surpreendendo condutores — sobretudo aqueles que não são habituados ao trajeto, ou que enfrentam condições adversas de visibilidade, como neblina, chuvas frequentes ou períodos noturnos.
O histórico do local acumula colisões, saídas de pista, tombamentos de caminhões e acidentes com vítimas ao longo dos últimos anos, mantendo a comunidade em alerta contínuo.
Cobrança por intervenções
Diante da recorrência dos casos, cresce a pressão sobre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para uma reformulação completa no projeto do trevo. Parlamentares e autoridades da região têm levado o problema a instâncias federais, exigindo a remoção ou substituição do obstáculo físico por alternativas mais seguras que reduzam o risco de novos sinistros e proteguem quem depende diariamente da rodovia.
Enquanto uma solução definitiva de engenharia não é aplicada no local, órgãos de segurança reforçam a recomendação para que os motoristas redobrem a atenção, reduzam a velocidade ao se aproximar do entroncamento e respeitem rigorosamente a sinalização da via.
Até quando? Novo acidente reacende alerta para trevo de Paulo Frontin na BR-476


