MAIO AMARELO: Onde a falha é humana

Levantamento mostra que a maioria dos acidentes não tem a ver com mecânica ou com o tempo. Uso de rotatórias exige atenção

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Atualizado há 7 anos

Próximo a ponte férrea, no centro de União da Vitória: trânsito é intenso  (Fotos: Mariana Honesko).
Próximo a ponte férrea, no centro de União da Vitória: trânsito é intenso
(Fotos: Mariana Honesko).

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Uma ultrapassagem malfeita. Uma freada na curva. Um pé no acelerador na hora errada. Quando um acidente acontece, a falha não é, exatamente, mecânica. Ou culpa do tempo chuvoso, por exemplo. Dados do Observatório Nacional de Segurança Viárias, mostram que 90% dos acidentes são causados por falhas humanas, como imprudência, desatenção e falta de cuidado com o veículo.

E os acidentes, que podem ser fatais, também podem apenas gerar prejuízos nos veículos. Os “de pequena monta”, são especialmente comuns na área urbana, quando a velocidade de tráfego é menor e quando um esbarrão se torna confusão.

No Vale do Iguaçu – e em outras cidades – o mau uso das rotatórias, por exemplo, pode contribuir para o aumento das estatísticas. Apenas em São Paulo, ocupar estes espaços de maneira errada, mobilizou a organização de campanha especial – apenas como as rotatórias como mote. A missão, inédita para a equipe do programa de Educação para o Trânsito, da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) focou no esclarecimento aos motoristas sobre a maneira correta de trafegar pelas rotatórias. A ação percorreu os locais com essa sinalização nos horários de maior índice de acidentes.

Em Porto União, rotatória do trevo da Reunidas é um dos grandes encontros de veículos, inclusive dos pesados, que usam o espaço para alcançar a BR 280
Em Porto União, rotatória do trevo da Reunidas é um dos grandes encontros de veículos, inclusive dos pesados, que usam o espaço para alcançar a BR 280

“A preferência em rotatórias é sempre do veículo que está dentro, realizando a manobra. Mas vale ressaltar que no trânsito o maior sempre deve cuidar do menor e a direção defensiva deve imperar”, explicou, por nota, o segundo tenente, Luan Iwano Narcizo, chefe do Setor de Trânsito do Batalhão da Polícia Militar de União da Vitória. A orientação vale para todos os que estão embarcados, desde os veículos às bicicletas. Por ser um meio de transporte, as “magrelas” também precisam respeitar e serem respeitadas.


DINÂMICA

Construída a partir de projetos de engenharia, as rotatórias preveem o fluxo sem interrupção em um ambiente coletivo. O modelo é barato para a prefeitura, mas pode custar caro para quem ignora seu sistema de funcionamento


Problema à vista: embora não seja uma rotatória, trânsito bairro-centro, na ponte Domício Scaramella, fica conturbado em dias de tempo chuvoso – e por conta das obras na ponte de Ferro (Fotos: Jaqueline Castaldon).

Sinalização prevista o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a rotatória é indicada para vias com baixa intensidade de tráfego e considerável índice de acidentes, onde não se justifica a implantação de semáforo. “Recentemente, a gente teve um trabalho grande de urbanismo com a equipe do Jaime Lerner. Fizemos rotatórias e mini rotatórias em alguns pontos. Tem muita gente, até por conta da nossa cultura, que não entende a preferência: de quem está fazendo a rotatória. A pessoa tem que chegar, reduzir a velocidade, quase parar, ver se ninguém está fazendo a rotatória e fazer”, esclarece o secretário de Planejamento, Clodoaldo Goetz. Conforme ele, a rotatória pode ser usada por dois veículos. A gente chama a atenção para que o motorista use corretamente”.


USO DE SETAS

é essencial, não apenas para o bom fluxo dos veículos mas principalmente para garantir a segurança de todos, alerta a equipe da Polícia Militar


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O secretário de Planejamento, Clodoaldo Goetz, falou sobre o Maio Amarelo com o jornalista, Ricardo Silveira, na CBN Vale do Iguaçu. Sintonize!

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