A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) orienta seus clientes sobre um cuidado que deve ser tomado todas as vezes que o morador for deixar seu imóvel por um longo período de tempo: fechar o registro do hidrômetro. É uma medida simples e rápida para prevenir transtornos e gastos, principalmente em casos de vazamento.
Na região de União da Vitória e de Porto União (SC), a medida também é necessária para os moradores que tiverem que deixar suas casas preventivamente, em razão de alertas de inundações e alagamentos.
“É notável o aumento do volume de chuvas nos últimos dias e é de conhecimento geral como o Rio Iguaçu se comporta nessa região. Nesse sentido, além das medidas de proteção de móveis e equipamentos dentro das casas, alertamos para o simples ato de fechar o registro no hidrômetro, pois isso contribui para que no retorno aos imóveis, problemas como vazamentos na tubulação de água sejam evitados”, reforça o gerente Comercial da Sanepar na região Sudeste, Valdinei Chimborski Lopes.
“Nas últimas enchentes que afetaram essas cidades, tivemos muitos casos de rompimentos de tubulações internas assim como de hidrômetros, o que causa vazamentos, tornando-se um problema extra a ser enfrentado”, lembra ele.
ABASTECIMENTO – A superintendente da Sanepar na região, Simone Alvarenga, destaca que a captação, o tratamento e a distribuição de água não estão comprometidas. Em União da Vitória, a Sanepar trabalha com bombas submersas no Rio Iguaçu, que não sofrem influência do nível do rio. “Os técnicos da empresa estão trabalhando para que a continuidade do abastecimento esteja garantida, buscando dar melhores condições para o retorno aos imóveis”, diz Simone.
ESTADO DE ATENÇÃO – Nesta quinta-feira (10), de acordo com o Monitoramento Hidrológico do Rio Iguaçu, feito de hora em hora na Bacia do Iguaçu, o rio está com 5,21 metros, o que coloca o município e órgãos como Defesa Civil em estado de alerta. A projeção do monitoramento aponta que o rio Iguaçu deve atingir a marca de 6 metros neste sábado (12).
Segundo a Defesa Civil, esta cota pode obrigar alguns moradores a deixarem suas casas. Nos casos em que isso venha a ser necessário, as famílias serão orientadas a desocupar suas casas de acordo com o aumento gradativo do nível da água, que pode invadir os imóveis e expor as pessoas a situações de risco e insegurança. Moradores que tiverem que deixar suas casas deverão ser atendidos em abrigos.